A ilha do nevoeiro: O Mistério de Flannan Isles

10/03/2018 14:20

Um dos desaparecimentos mais estranhos da história: Abduções (OVNIs), ondas gigantes, e suicídios são algumas das principais causas sitadas para explicar o misterioso desaparecimento de 3 pessoas de uma ilha isolada sem deixar pistas ou corpos. 

 
 
O nome Flannan Isles é dado a um conjunto de ilhas localizado a oeste da Escócia. Essas ilhas também são conhecidas por “Os sete caçadores”. A maior dessas ilhas é a Eilean Mor. Lá encontra-se um antigo farol, erguido em 1899. Assim como todo farol marítmo, o de Eilean Mor servia para nortear as embarcações que passavam pela região (era uma época em que radares e satélites não existiam). 
 
Ele piscava duas vezes a cada 30 segundos, podendo ser visto a mais de 30 kilômetros de distância. O farol era mantido por uma equipe de três homens. Mas as ilhas Flannan eram completamente inabitadas, o que formava um local pouco propício para longas estadas, o que poderia causar diversos males psicológicos. Dessa forma, a equipe de manutenção do farol era trocada a cada 14 dias, quando uma embarcação vinha à ilha para trazer a nova equipe e levar a que já tivesse cumprido seu trabalho. Apesar de isolada e inabitada, a ilha podia ser observada da Escócia através de um telescópio, e assim a equipe poderia, através de bandeiras, passar mensagens caso houvesse alguma emergência ou necessidade urgente, fazendo com que uma embarcação fosse despachada imediatamente. Mas havia um problema: não raramente a ilha ficava oculta em brumas, e a névoa impedia qualquer contato visual, o que não deixava nenhuma garantia de que a “mensagem” enviada através de bandeiras fosse recebida.
 
 
Em 7 de dezembro de 1900, o chefe de equipe James Ducat chega à ilha acompanhado do primeiro-assistente-substituto Donald Macarthur e do segundo-assistente Thomas Marshall para iniciarem seus 14 dias de trabalho. Junto com a equipe, chegou também o superintendente de faróis para fazer uma vistoria habitual. Depois de feito seu trabalho, ele voltou com a embarcação deixando, como sempre, a equipe (de três homens) sozinha na ilha. Nos dias seguintes, a luz do farol pôde ser observada normalmente. No entanto, uma semana depois uma forte névoa e mau tempo impediram qualquer contato visual com a ilha. O navio SS Archtor, passou próximo a ilha no dia 15 de dezembro. Já era quase meia-noite e o capitão notou que a luz do farol estava apagada.
 
A embarcação de suporte que deveria buscar a equipe no dia 21 de dezembro, o SS Hesperus, devido ao mau tempo, só conseguiu chegar à ilha cinco dias depois. Quando se aproximaram da ilha, não havia ninguém para recebê-los, o que era estranho, já que o protocolo exigia que, sempre que avistassem a embarcação chegando, a equipe do farol deveria levantar uma bandeira confirmando o avistamento e um membro da equipe deveria receber a embarcação. Não havia nem bandeira hasteada, nem ninguém da equipe para receber os recém-chegados. O capitão do SS Hesperus, ordenou então que a sirene de comunicação fosse tocada. Mas não houve nenhuma resposta. O Segundo-Oficial do Hesperus, junto com o Terceiro-Assistente da nova equipe, entraram no bote e foram até ilha. Subiram ao farol e não encontraram ninguém. Não havia nem um som humano e nenhum sinal de vida. A porta da casa do farol estava trancada.
 
O Terceiro-Assistente tinha as chaves e abriu a porta. Não havia ninguém no farol – nem vivo, nem morto. A casa do farol estava em ordem. Um almoço ou jantar havia sido preparado, mas parece que não foi comido. Os homens revistaram a ilha e não encontraram nada. Na verdade, nunca mais encontraram a equipe ou seus corpos. O caso foi levado à autoridades e novas buscas foram feitas. O livro de relatórios (que deveria ser preenchido todos os dias pela equipe da ilha) tinha como último registro o dia 14 de dezembro. De acordo com o relatório feito pela equipe desaparecida, uma forte tempestade atingiu a ilha no dia 13, mas que se dissipou na manhã seguinte e não houve problemas.
 
 
 
As autoridades conluíram que, o que quer que tenha acontecido com os três homens, aconteceu na tarde do dia 14, já que o relatório desse dia ainda estava esboçado e não “oficialmente” registrado (o que seria feito durante noite).
 

O que realmente aconteceu?

 
 Ninguém sabe ao certo o que realmente aconteceu. Os corpos nunca foram achados e nenhuma outra pista surgiu até hoje. Há relatos bem estranhos estranhos que mencionam discos voadores, serpentes marinhas, e criaturas misteriosas que saem da água. 
 
Abduções, ondas gigantes, e suicidios são algumas das principais causas sitadas para explicar o misterioso desaparecimento.