Impactante: Doença contagiosa que deixa alces e veados fora de controle se espalha

13/02/2019 15:02

Infecção atinge cérebro e medula espinhal de animais e é fatal. Não há registros de humanos afetados pela doença no mundo. Apelidada de “doença do alce zumbi”, a infecção atinge o cérebro e medula espinhal dos animais e causa perda de coordenação motora e agressividade.

 
 
 
Uma doença contagiosa, que afeta alces e veados, está se espalhando pelos Estados Unidos e Canadá. Apelidada de “doença do alce zumbi”, a infecção atinge o cérebro e medula espinhal dos animais e causa perda de coordenação motora e agressividade.
 
Desde janeiro de 2019, a existência de animais infectados foi relatada em 24 estados norte-americanos, como Iowa, Arkansas, Colorado, Kansas, Missouri e Nebraska, localizados no centro-oeste, além de duas províncias canadenses. Além da América do Norte, casos de animais infectados já foram registrados na Coreia do Sul, Noruega e Finlândia.

 

Chamada de Doença Debilitante Crônica, ela pode levar mais de um ano até que o animal comece a desenvolver os sintomas, como perda drástica de peso, perda de coordenação motora e outros sintomas neurológicos. A doença se espalha por secreções, como urina, fezes, saliva e sangue, além do solo e água, é fatal e não existe tratamentos ou vacinas.
 
 
 
Segundo o Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos, não existem registros de humanos infectados pela doença. Porém, macacos e outros primatas podem correr risco de serem infectados ao se alimentar da carne de alces infectados ou entrarem em contato com secreções desses bichos. Desde 1997, a Organização Mundial da Saúde recomenda que esses animais não entrem na cadeia alimentar humana, por medo de contaminação.
 
O primeiro caso registrado da doença aconteceu no Colorado no fim dos anos 1960, com um veado preso em cativeiro, e depois em 1981, com um veado selvagem. Uma vez que a área é infectada, o risco de infecção continua por um tempo, mesmo depois que os animais portadores da doença morrerem e a área de infecção pode continuar crescendo.