Criaturas semelhantes a polvos habitam lua de Júpiter, acredita cientista espacial

 
 
A cientista espacial britânica Monica Grady falou recentemente que acredita existir uma probabilidade muito grande de haver vida ainda não descoberta em Europa, uma das 79 luas de Júpiter.
 
A professora de ciência espacial e planetária e chanceler na Liverpool Hope University, em Liverpool, na Inglaterra, disse que essa vida residiria muito provavelmente nas águas frias abaixo da camada de gelo da lua e não seria como nós, e sim mais como um “polvo”.
 
“Quando se trata de perspectivas de vida além da Terra, é quase uma certeza que há vida sob o gelo em Europa”, disse ela em um discurso em fevereiro, de acordo com o portal Big Think.
 
Europa fica a cerca de 627 milhões de quilômetros da Terra. Os cientistas chamam a lua de “mundo oceano” devido a décadas de observações que preveem a existência de um oceano abaixo de suas camadas de gelo. Em 2019, a NASA confirmou vapor d’água lá pela primeira vez.
 
Outra condição favorável à vida é que a lua pode ter fontes hidrotermais no chão desse oceano. No nosso planeta, essas fontes são cheias de vida.
 
Grady aposta que, em algum lugar debaixo da camada grossa de gelo da Europa, com 24 quilômetros de profundidade em alguns lugares, é possível que exista água líquida onde a vida, protegida contra a radiação e o impacto de asteroides e outros corpos, floresça.
 
 
Grady não crê que nosso sistema solar seja particularmente especial a ponto de ser o único lugar no universo com vida. Estatisticamente falando, conforme os humanos explorem mais estrelas e galáxias, devemos ser capazes de encontrar vida fora da Terra, ou as condições para ela.
 
“Eu acho que é altamente provável que haja vida em outro lugar – e eu acho que é muito provável que ela seja feita dos mesmos elementos”, afirmou a cientista e professora.
 

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