Cientistas revelam uma descoberta chocante : Uma nova era do gelo pode começar em 2019

05/10/2016 17:54

Baixa atividade do Sol pode desencadear décadas de baixas temperaturas

 
 
 
Hoje em dia, muito se fala do aquecimento global, que, segundo a teoria mais aceita, está sendo causado por atividades humanas. Os exemplos mais comuns dessas atividades são o desmatamento e, principalmente, a queima de combustíveis fósseis, que libera gases como o metano e o dióxido de carbono, causando o chamado "efeito estufa".
 
Mas, além destes fatores, existe uma fonte de calor distante da Terra que influencia – e muito – na dinâmica do clima planetário, além de fornecer, direta ou indiretamente, a energia usada por todas as formas de vida conhecidas: o Sol.
 
O Sol é uma estrela muito dinâmica, apresentando fases de maior e menor atividade. Esta alternância de intensidade, cuja contagem começou em 1755, recebe o nome de ciclo solar, e dura, em média, 11 anos.
 
Nas fases de maior atividade, conhecidas como máximos solares, a superfície do Sol apresenta um grande número de manchas, que estão ligadas diretamente ao seu magnetismo. As manchas também são um bom indicador visual do que está acontecendo com a atividade solar, e praticamente desaparecem quando a estrela se encontra nos chamados mínimos solares.
 
 

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Atualmente, estamos no ciclo solar 24, e de acordo com o site britânico Daily Star, somente em 2016, a superfície do Sol já ficou quatro vezes sem apresentar nenhuma mancha, indicando a aproximação de um novo mínimo solar, previsto para começar em 2019. Alguns cientistas afirmam, inclusive, que a atual atividade solar está decaindo de forma mais acelerada do que em qualquer outro momento dos últimos 10 mil anos.
 
Na última vez em que uma queda brusca na atividade solar ocorreu, foi entre os anos de 1645 e 1715, a Europa experimentou uma pequena era do gelo, que ficou conhecida como Mínimo de Maunder. Nesta época, as temperaturas baixaram a tal ponto que o rio Tâmisa, em Londres, chegou a congelar.
 
Segundo o Daily Star, o meteorologista Paul Dorian alertou que o atual declínio acentuado na atividade solar pode ser um sinal de que outra era do gelo está chegando. Ele afirmou que é seguro dizer que uma atividade solar fraca pode ter um impacto direto no resfriamento das temperaturas globais.
 
E Dorian não é o único a fazer tal previsão. Ainda, de acordo com o Daily Star, um estudo feito pela professora Valentina Zharkova, da Universidade de Northumbria, apontou que uma onda de frio semelhante a que atingiu a Terra durante o Mínimo de Maunder poderá se repetir entre os anos de 2020 e 2050.