Uma estrela invadiu o Sistema Solar e nós só percebemos agora!

17/02/2016 22:12
É inacreditável! O famoso "segundo Sol" foi descoberto e confirmado pelos cientistas?
 
 
 
 
Sabe aquela famosa teoria conspiratória que fala sobre um suposto "segundo Sol"? Bem, é praticamente isso... mas o fato é que só agora que percebemos que o nosso Sistema Solar recebeu uma visita ilustre, íntima e perigosa.
 
Um grupo de astrônomos da Universidade de Rochester revelou recentemente que uma estrela anã-vermelha visitou o Sistema Solar, e passou a apenas 0,5 anos-luz do Sol, e isso aconteceu quando o ser-humano moderno começou a se difundir no continente asiático, a cerca de 70.000 anos atrás.
 
Nossos ancestrais provavelmente nunca notaram a passagem da Estrela de Scholz, como foi apelidada. Apesar de ser uma estrela não significa que ela tenha o mesmo brilho que o Sol. Uma anã-vermelha tem um brilho muito mais fraco.
 
Atualmente, ela está a 20 anos-luz de distância da Terra, e só foi descoberta em 2013. Mesmo durante sua passagem há 70 mil anos, quando estava 25 vezes mais próxima e 600 vezes mais brilhante, provavelmente eram necessários binóculos ou telescópios para observá-la, o que não era uma realidade daquela época. No entanto, estrelas magneticamente ativas podem gerar explosões e flares, e ocasionalmente, ela pode ter se tornado brilhante o suficiente para despertar a curiosidade de alguns observadores... mas se isso aconteceu, ela seria vista no máximo como uma pequena supernova, se é que alguém reparou...
 
Oficialmente conhecida como WISE J072003.20-084651.2, ela quase certamente passou pela Nuvem de Oort onde orbita a maioria dos cometas, mas provavelmente não chegou na nuvem interior, o que teria causado uma perturbação gravitacional imensa, desencadeando um efeito cascata de cometas em todo o Sistema Solar interno.
 
Uma equipe liderada pelo Dr. Eric Mamajek, da Univerdade de Rochester, publicou um artigo especial na famosa revista The Astrophysical Journal Letters com o título "O sobrevôo mais próximo conhecido de uma estrela no Sistema Solar".
 
Para determinar a velocidade e a direção da Estrela de Scholz, o co-autor do estudo Dr. Valentin Ivanov, do Observatório Europeu do Sul (ESO) mediu sua velocidade radial via efeito Doppler, e percebeu que ela estava se movendo para longe do Sol de maneira bem rápida.
 
"O pequeno movimento tangencial e a proximidade indicava inicialmente que a estrela estava prestes a ter um encontro com o Sistema Solar, ou que o tinha feito recentemente", comenta Mamajek. "Mas observações mais detalhadas foram consistentes para afirmar que o encontro não está próximo, mas sim que aconteceu há pouco tempo. A estrela está se afastando de nós numa velocidade 5 vezes maior do que a sonda Voyager 1".
 
Calcular o caminho preciso de uma estrela sempre envolve algumas incertezas, uma vez que a gravidade de outros objetos próximos pode causar distorções em sua órbita. Por isso, segundo Mamajek, há uma chance de 2% de que a Estrela de Scholz não tenha passado no interior da Nuvem de Oort, mas sim nas suas redondezas.
 
 

Então a 'Estrela Nemesis' existe?

 
Em 1984, os paleontólogos David Raup e Jack Sepkoski disseram que uma estrela anã, hoje amplamente conhecida como a Estrela Nemesis, tinha uma órbita elíptica acentuada, e a cada 26 milhões de anos, ela passava pelo Sistema Solar causando fortes perturbações nos cometas e consequentemente, extinções em massa.
 
O fato curioso é que a recém-descoberta "Estrela de Scholz" quase se encaixa perfeitamente nesse cenário. A órbita da suposta Estrela Nemesis se estenderia a cerca de 95.000 UA de distância, enquanto que o sobrevôo mais próximo da Estrela de Scholz chegou a uma distância de aproximadamente 50.000 UA. Apesar de estudos recentes descartarem a existência da suposta Estrela Nemesis, a Estrela de Scholz (coincidentemente) se parece bastante com a teoria apocalíptica de Nemesis.
 
Mas a Estrela de Scholz (perturbadora da Nuvem de Oort da vida real) é uma pequena estrela anã vermelha, com classificação espectral M9, uma classe comum de estrelas que corresponde a cerca de 75% de todas as estrelas do Universo observável. A Estrela de Scholz tem apenas 15% da massa do Sol, e pertence a um sistema binário com uma anã marrom de classe T5. Acredita-se que as anãs marrons são abundantes no Universo, mas devido ao seu baixo brilho, são extremamente difíceis de serem detectadas, principalmente se elas possuem companheiras mais brilhantes.

 

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