Uma das esculturas maias mais espetaculares já vistas foi encontrada na Guatemala

11/11/2016 14:55

Um impressionante friso maia de 1400 anos, em uma pirâmide na Guatemala, é considerado um dos mais "espetaculares já vistos até agora".

 

 

A obra, decorada com imagens de deuses e governantes e uma longa inscrição, está em um sítio arqueológico em Holmul, a cerca de 600 quilômetros ao norte da capital da Guatemala. Com oito metros de comprimento e dois de largura, a peça inclui três figuras principais, "vestindo ricos adornos com penas de quetzal (ave símbolo nacional) e jade, sentados sobre as cabeças dos monstros witz (colina)", descreveu  Francisco Estrada-Belli, diretor do projeto arqueológico, segundo o site da BBC.
 
O personagem principal foi identificado como Och Chan Yopaat. Da boca do monstro central saem duas serpentes emplumadas das quais emergem os ancestrais e as colinas laterais.
 
Estrada-Belli disse que é provável que a obra represente a coroação de um novo rei em torno do ano de 590 d.C, durante o período clássico da civilização maia.
 
"É uma das coisas mais incríveis que eu já vi. Trata-se de uma descoberta extraordinária, uma obra de arte que também nos traz muitas informações sobre a função e o significado da construção”, afirmou o pesquisador.  
 

5 dados essenciais para entender a cultura maia

 
 
Os maias possuíam um incrível conhecimento em medicina, bruxaria, plantas alucinógenas e também faziam alguns rituais que deformavam corpos para atender seus padrões sociais. 
 
Essa esplêndida civilização que instiga a curiosidade de fãs e pesquisadores até os dias de hoje formou uma das sociedades mais evoluídas da América pré-colombiana. Muitas cidades maias atingiram o seu mais elevado estado de desenvolvimento durante o período clássico (250 d.C. a 900 d.C.). Veja a seguir cinco dados essenciais para compreender essa cultura.
 
Medicina: Os maias foram ótimos médicos. A medicina estava nas mãos de poucos xamãs, formados tanto em ciência médica quanto em bruxaria. Eles suturavam feridas com cabelo humano, curavam fraturas e dominavam técnicas odontológicas complexas.
 
Calendários: Não tinham um só calendário, mas vários interconectados. Sua ampla compreensão astronômica lhes permitiu desenvolver uma medição do tempo extremamente precisa.
 
Desaparecimento: O desaparecimento do povo maia continua sendo um dos maiores mistérios da história. Embora haja provas suficientes para fazer crer que foi a escassez de recursos naturais que os levou à extinção, ainda não há consenso acadêmico a respeito.
 
Infância: as crianças maias eram nomeadas segundo o dia em que nasciam. Além disso, eram feitas intervenções em seus corpos, como esmagar a testa ou provocar a vesguice, para modificar a fisionomia natural de acordo com os padrões sociais de perfeição.
 
Plantas sagradas: Vários alucinógenos, como o peiote e diversos fungos psicoativos, eram utilizados tanto em rituais religiosos quanto no cotidiano. Muitas plantas eram consideradas sagradas por sua capacidade de conectar o mundo terreno com o mundo dos espíritos.