Teoria da Conspiração: O Cosmonauta perdido

26/02/2016 10:29
 
 
 
Durante o final dos anos 1950 e início dos anos 1960, a corrida espacial entre os Estados Unidos e a União Soviética estava quente. Ambos os lados construindo e testando foguetes tão rapidamente quanto podiam, tentando ser o primeiro a lançar um satélite artificial em órbita, muitas vezes com resultados explosivos. Ambos os lados tiveram seus sucessos, e ambos os lados tiveram suas falhas. Pessoas de todo o mundo assistiram e ouviram. Alguns operadores de rádio, principalmente amadores, ouviram algo a mais…
 
Dentre os radioamadores, destacam-se dois irmãos italianos, Achille e Giovanni Judica-Cordiglia. Sua biblioteca de gravações de áudio de quase todos os voos da corrida espacial é, de longe, a coleção privada mais abrangente conhecida. Mas a verdadeira razão desta coleção ser tão especial é que ela inclui uma série de gravações de supostos eventos que não constam nos livros de história: momentos capturados de cosmonautas soviéticos condenados em seus momentos finais da vida, em voos que os soviéticos disseram nunca aconteceram.
 
Durante a Guerra Fria, a União Soviética era um nó de segredos de Estado. Mais do que qualquer outra coisa, a guerra fria foi uma guerra de propaganda, cada lado tentando mostrar ao mundo quem era o mais inteligente, o mais rápido, mais alto, o melhor. Neste contexto, não surpreende que o verdadeiro progresso de seu programa espacial seja algo muito bem guardado e só a melhor notícia fosse liberada para o mundo. Com seus meios de comunicação controlados pelo Estado, os soviéticos tinham a capacidade de realizar encobrimentos de falhas a um grau que não teria sido possível nos Estados Unidos.
 
Achille e Giovanni, jovens de 20 anos, foram gênios criativos e científicos no verdadeiro sentido da palavra. Quando os soviéticos anunciaram o lançamento bem sucedido do Sputnik 1 em 4 de outubro de 1957 e informaram a freqüência de rádio para todo mundo ouvir, os irmãos ficaram fascinados e aprenderam, de forma auto-didática, tudo que podiam sobre rádio e gravações
 
Eles aprenderam a detectar o efeito Doppler em sinais de órbita, e como calcular a velocidade e a altitude de um objeto a partir daí. Encheram diários com tabelas de conversão e freqüências soviéticas. E assim, quando os soviéticos lançaram o Sputnik 2, apenas um mês depois de Sputnik 1, eles estavam bem preparados. E desta vez, os irmãos descobriram algo novo: a batida de um coração.
 
Era a pulsação de Laika, uma pequena cadela. Infelizmente para Laika, o Sputnik 2 era uma viagem só de ida; não havia nenhum plano de reentrada ou recuperação. Três meses mais tarde, os Estados Unidos lançaram seu primeiro satélite, o Explorer I, e, como os soviéticos, publicaram a freqüência do sinal. Achille e Giovanni gravaram o evento, tornando-se celebridades da mídia local. Eles eram os queridinhos dos jornais locais e estações de rádio. Eles levaram seus instrumentos para um bunker de concreto, abandonado da Segunda Guerra Mundial. Ali fizeram melhorias em seus equipamentos e construíram antenas maiores. Chamaram seu pequeno rádio observatório de Torre Bert. Quando havia um lançamento, o local ficava cheio de amigos, jornalistas, cientistas locais, e qualquer um que queria um bom passa-tempo.
 
No dia 28 de novembro de 1960 os semblantes ficaram graves. O observatório da Alemanha Ocidental anunciou que estava recebendo um sinal estranho em uma freqüência espacial soviética. Os irmãos sintonizaram nela e ouviram um pedido de socorro em código Morse, S-O-S, uma e outra vez. Seus cálculos em cima do efeito Doppler mostraram quase nenhuma velocidade relativa, a qual eles interpretaram como uma nave espacial se afastando da Terra! O sinal ficou mais fraco e nunca mais foi ouvido. Aparentemente, os irmãos tinham acabado de gravar evidência de que uma nave espacial soviética tripulada, de alguma forma, havia deixada a órbita da Terra!
 
Cerca de dois meses depois, em fevereiro de 1961, outra transmissão foi captada a partir do espaço, que os especialistas interpretaram na época como as respirações agonizantes de um homem inconsciente.
 
Em novembro de 1963, os irmãos disseram que gravaram a voz de uma cosmonauta durante a re-entrada na atmosfera em uma nave espacial com defeito; na gravação, ela gritou: “Estou queimando“!
 
No total, os irmãos fizeram nove gravações ao longo de um período de quatro anos, sendo as principais:
 
Maio de 1960: a nave espacial tripulada relata que está fora do curso.
28 de novembro de 1960: um sinal fraco é ouvido, nele, o código Morse do SOS, enviado de outra nave espacial deixando a órbita da Terra.
Fevereiro de 1961: A voz de um cosmonauta é ouvida enquanto ele agoniza até a morte.
Abril de 1961: uma cápsula é captada orbitando a Terra três vezes antes de reentrar na atmosfera da Terra, poucos dias antes de Yuri Gagarin fazer seu histórico voo.
Maio de 1961: uma nave espacial em órbita faz um apelo por ajuda depois de sair do curso.
Outubro de 1961: um cosmonauta perde o controle de sua nave espacial, que se perde no espaço profundo.
Novembro de 1962, uma cápsula espacial erra a reentrada e é jogada para longe no espaço.
Novembro de 1963: A voz de uma cosmonauta pede socorro durante a reentrada.
Abril de 1964: outro cosmonauta morre quando sua cápsula queima na reentrada.