Suicídio Sobrenatural

08/04/2015 12:05

 

 

Bom o fato que vou relatar a seguir aconteceu em uma cidade do interior de São Paulo. O relato só vai ser postado hoje, porque somente agora soubemos, detalhadamente, o que aconteceu naquela época.
No início dos anos 90, uma garota, que vamos chamar de Maria para preservar sua real identidade, cometeu suicídio.
Os motivos deste suicídio nunca forma descobertos, até o começo deste ano, quando familiares acharam um diário e outros documentos a respeito dos fatos.
Esta garota foi minha colega de classe durante o ensino fundamental. Tínhamos muito contato, inclusive por sentarmos próximos na sala de aula e termos algumas atividades extracurriculares juntos.
Maria era uma garota comum, como qualquer outra de 13 ou 14 anos. Porém, era muito tímida e de certa forma reservada.
Como todos nós, meninos desta faixa etária, a curiosidade pelo desconhecido era latente. Maria adorava histórias sobrenaturais, casos fantasmagóricos, aparições, casas mal assombradas e tudo mais.
Naquela época não havia internet, todo o conhecimento era obtido através de livros e revistas. Lembro-me bem que após ter contato com um livro infanto-juvenil que tratava do assunto “Brincadeira do Copo”, Maria ficou fascinada e a partir daí começou a se aprofundar no assunto, buscava informações em livros (específicos) e matérias publicadas em revistas relacionadas ao tema.
Depois de começar sua busca, Maria mudou completamente. Sua personalidade se alterou de tal forma que passou a usar somente roupas pretas, trazer com sigo objetos ligados a magia, amuletos, estudar línguas antigas, ela acabou por se fechar em um mundo paralelo, próprio.
Sempre que podia nos convidava para ir ao cemitério ou a locais tidos como mal assombrados para realizar rituais de evocação e coisas assim. Excomungava Padres, Sacerdotes, Pastores, líderes religiosos de um modo geral. Cultuava personagens ligados à magia maligna, bem como entidades demoníacas e coisas do gênero.
Após, um período de ausência às aulas e o convívio, veio a notícia do suicídio. Como já relatado, os motivos não forma descobertos e achava-se que a garota sofria de depressão, doença que ganhou publicidade na época.
Nós, que de certa forma convivíamos com ela, suspeitávamos da relação de sua morte com algo ligado a esta busca pelo lado negro do sobrenatural.
No início deste ano soubemos que nossas suspeitas estavam certas, pois através do diário, dos livros, revistas e material encontrado por sua prima pudemos entender melhor o que aconteceu.
Maria, ao contrario do que pensávamos, fez extensa pesquisa sobre o assunto. Buscou conhecimento sólido sobre métodos de evocação, magia, religião (das mais diversas), demonologia dentre outros.
Em seu diário relata com detalhes a evocação de espíritos através da “brincadeira do copo”, rituais e métodos. Menciona, também, a orientação de um mentor e sua relação com um espírito em particular.
A garota afirma que encontrou um espírito que a guiava em sua pesquisa e impunha “tarefas” a serem cumpridas. Ela o chamava de “Agnus – o mestre” e relata acontecimentos extraordinários.
Em seu diário afirma que a tal entidade ensinou-a uma técnica para que em todas as sessões da “brincadeira do copo” ou em outro método de evocação haja manifestação de espíritos malignos.
Os rituais descritos por ela vão desde conjuros a complexas manobras, envolvendo sacrifício de animais e atos contra pessoas.
Porém, isto acabou por dominar sua vida, que se restringia a buscar o mal, em comunicar-se com entidades malignas e praticar atos horríveis.
Por fim, Maria diz ter sido “obrigada a cumprir uma tarefa” que a igualaria ao seu Mestre. A tal tarefa consistia em UM SACRIFÍCIO HUMANO. Ela relata que tentou desistir da tarefa, que resistiu e argumentou com a entidade, mas não teve escolha e CUMPRIU A TAREFA.
Porém, ao escolher a vítima veio a surpresa: sua escolha foi A SI PRÓPRIA.
APÓS REALIZAR O RITUAL EM UM CEMITÉRIO, USOU AS CORDAS DE UM VIOLÃO PARA ENFORCAR-SE NA SACADA DE SUA CASA.
Até agora não entendemos como ela pode cometer tal ato e quão influente era esta entidade. Tudo que consta de suas anotações e seu diário deve ser analisado com cuidado e por especialistas em magia. Tenho a cópia da maior parte dos documentos e com a ajuda de especialistas quero entender tudo isso.
Este relato serve também como alerta a todos aqueles que buscam e se envolvem com o  sobrenatural, pois é necessário termos cuidado com o que procuramos e os métodos que usamos.
Espero M. que você descanse em paz. Um abraço a todos.