Stephen Hawking afirma vida extraterrestre é real, e adverte para não fazermos contato

16/08/2016 14:12

 

 

 

Até mesmo antes de o primeiro homem pousar na Lua, já havia quem questionasse a possibilidade de não estarmos sozinhos no universo. A probabilidade de existirem outros seres inteligentes é fascinante, seja pelas novas culturas que isso proporcionaria ou pelos supostos avanços tecnológicos a que poderíamos ser apresentados.

 

Claro, tanto há quem duvide da existência de tais criaturas quanto aqueles que acreditam que extraterrestres existem e manipulam a raça humana há incontáveis séculos — escolha a teoria e, provavelmente, algum filme, livro ou game já a utilizou como base de seu roteiro.
 
Apesar da falta de provas, há quem trate o tema de forma bastante séria. Entre eles está o professor Stephen William Hawking, físico teórico e cosmólogo renomado. O britânico não só acredita na vida em outros planetas, como adverte que devemos fazer o máximo possível para não realizar qualquer espécie de contato com outros seres.

 

É ótimo visitar a Terra (mas você não iria querer viver lá)

 

Hawking diz que acreditar na existência de extraterrestres com níveis de inteligência semelhantes aos nossos é uma ideia perfeitamente concebível. Segundo ele, é exatamente esse o motivo pelo qual devemos ter medo de estabelecer contato com qualquer espécie que não tenha se originado na Terra.

 

“Para o meu cérebro matemático, os números sozinhos fazem com que pensar em alienígenas seja algo completamente racional”, declara o cientista. “O verdadeiro desafio é tentar descobrir como eles realmente poderiam ser”. E é aí que reside o perigo, especialmente se nos deparássemos com raças capazes de formular pensamentos racionais.
 
“Caso alienígenas nos visitassem, o resultado seria semelhante ao ocorrido após Colombo ter chegado à America, o que não se mostrou muito positivo para os nativos”, afirmou o astrofísico em uma série especial do Discovery Channel. Por isso, em vez de tentar contato com outras formas de vida, deveríamos fazer todo o possível para evitá-las.
 
O cientista explica que basta olhar para nós mesmos para descobrir como raças consideradas inteligentes podem se desenvolver de forma desastrosa. Caso alienígenas conservassem o mesmo nível de crueldade que a humanidade possui contra outras espécies, um conflito seria inevitável — situação bastante preocupante, especialmente no caso de estabelecermos contato com raças que possuam um grande nível de desenvolvimento tecnológico.
 

A verdade está lá fora

 
A possibilidade de nos depararmos com formas de vida totalmente desconhecidas, embora pareça remota até o momento, não pode em nenhum momento ser descartada. Entender como surgiram os seres que habitam a Terra nos dá argumentos suficientes para defender essa tese.
 
Análises científicas mostram que a vida no planeta começou a aparecer meio bilhão de anos após o início de sua formação — período relativamente rápido quando se leva em conta o fato de que astros do tipo costumam durar aproximadamente 10 bilhões de anos.

 

Levando em consideração essa velocidade, não é preciso muito para começar a acreditar que, em algum ponto do universo, vive ao menos um tipo de organismo com características bastante simples. Somado ao número aparentemente infinito de planetas existentes e levando em consideração que muitos deles têm idade bastante superior à do nosso, cresce muito a possibilidade de que alguma dessas criaturas tenha desenvolvido níveis de inteligência bastante avançados.
 
Entre os que apoiam a ideia está Brian Cox, físico da Universidade de Manchester, que sugere a existência de outras formas de vida dentro de nosso próprio sistema solar. Ele afirma que há grande possibilidade de que existam organismos sob o manto de gelo que envolve Europa, uma das luas de Júpiter.
 
Além disso, crescem as evidências de que Marte também é (ou pode ter sido) a casa de outros seres. “Só saberemos ao certo quando a próxima geração de espaçonaves, aprimoradas para buscar formas de vida, forem lançadas nas próximas décadas”, afirma Cox.