Planetas habitáveis devem ser cobertos de água, diz estudo

23/04/2017 10:47

Dados podem ser positivos se pensarmos em vidas aquáticas primitivas, mas nem tanto para civilizações

 

Um novo estudo aponta que os planetas com maior chance de serem habitáveis são dominados por oceanos em mais de 90% da área da superfície. Os dados podem ser positivos se pensarmos em vidas aquáticas primitivas, mas nem tanto para civilizações.

 

A pesquisa da Universidade de Barcelona, publicada na 'The Monthly Notices of the Royal Astronomical Society', utilizou modelos eletrônicos para simular a existência de exoplanetas e mostrou que, em muitos casos, a água toma conta destes planetas. As informações são do 'Gizmodo'.
 
 
O estudo reforça a ideia de que a vida na Terra - composta 70% de água - pode ser mais rara e única do que se imagina. O autor do estudo, o astrônomo Fergus Simpson defende que um planeta deve atingir um certo equilíbrio se quiser acolher massas de terra extensas e grandes oceanos para ser uma zona habitável.

 

Novos planetas e vida !!

 

A Nasa anunciou nesta quarta-feira (19) um novo planeta externo ao Sistema Solar, os chamados exoplanetas, que mais tem probabilidade de abrigar vida. Batizado de LHS1140b, o planeta é rochoso está na distância correta de sua estrela para ter um clima ameno e água líquida.   
 
Descrito detalhadamente pela revista “Nature”, o planeta é um pouco maior do que a Terra e está a 39 anos-luz. Ele foi descoberto pelos pesquisadores liderados por Jason Dittmann, do centro norte-americano Harvard-Smithsonian para Astrofísica.  
 

 
A característica que torna o LHS1140b o mais fascinante dos planetas descobertos até agora é a posição que ocupa próximo a sua estrela, chamada de LHS1140. Essa última é um pouco menor e mais fria em relação ao Sol e o planeta está no meio da chamada “zona habitável” para a vida.   
 
“É o exoplaneta mais emocionante que já vimos nos últimos 10 anos”, disse Dittmann à revista. “Dificilmente poderia ser encontrado um objetivo melhor para procurar vida além da Terra”, acrescentou o pesquisador.   

 

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