OS MISTÉRIOS DO EDIFÍCIO JOELMA

20/08/2014 23:06
 
 
8h50
Um curto-circuito no sistema de ar-condicionado do 12º andar inicia um incêndio, que atinge as cortinas da sala e se espalha rapidamente pelo andar.
 
 
 
8h56
O fogo se espalha e já atinge o 25º andar do prédio. Os ocupantes do edifício se lembram do incêndio anterior do edifício Andraus, onde vários sobreviventes foram salvos pelo terraço, com a ajuda de helicópteros. O Joelma, porém, não tem heliporto.
 
9h03
O Corpo de Bombeiros recebe a primeira chamada pelo telefone de emergência.
 
 
9h10
Quatro pessoas saltam do prédio em chamas por causa do calor e da fumaça sufocante
 
9h20
Os bombeiros resgatam com a escada Magirus uma moça. Mais sete pessoas esperam a vez para descer. No 16º andar, duas pessoas aguardam no parapeito
 
9h25
Chega a segunda escada Magirus e novas viaturas dos bombeiros. Chegam os primeiros carros-pipa da prefeitura, do Estado e das empresas que trabalham na construção do Metrô
 
9h30
Chega o primeiro helicóptero ao local, um PT HDY da Pirelli. Outras duas pessoas pulam do prédio e caem na avenida Nove de Julho
 
9h35
Explosões são ouvidas no prédio e parte da fachada começa a desabar. O número de curiosos aumenta progressivamente e começa a atrapalhar as equipes de resgate. Vítimas improvisam uma corda com uma cortina para acessar a escada Magirus
 
9h37
Uma pessoa cai do 14º andar, na rua Santo Antônio
 
9h40
Uma mulher que descia pela corda improvisada cai, escorregando de cabeça para baixo até atingir o primeiro grupo de pessoas que trabalham no resgate, detendo sua queda. Bombeiros jogam água no 14º andar, onde três pessoas pedem socorro. Uma das pessoas, uma mulher, cai do prédio.
 
9h41
Um estrondo no centro do edifício é ouvido e um fogo azulado é avistado. Outro corpo cai no chão
 
9h45
O Coronel Teodoro Cabette, da Polícia Militar, pede calma e para as pessoas não pularem. “Não saltem, vocês serão salvos”.
 
9h50
O corpo de um homem cai na calçada da avenida Nove de Julho, perto das viaturas dos bombeiros. Em seguida, outro corpo cai.
 
9h55
Diante do calor intenso, mais uma vítima se atira do prédio
 
9h57
Uma mulher, no 13º andar, faz desesperadamente o sinal da cruz e salta para a escada dos bombeiros, que chegava apenas até o 12º andar. Ela é salva pelo resgate
 
10h
Um rapaz tira as roupas para fazer uma corda para migrar de um andar par ao outro. Por ela desceram outras pessoas, mas quando chegou a vez do rapaz, ele acabou caindo. No asfalto, em letras enormes, um apelo: “deitem-se e esperem o salvamento”
 
10h10
Um homem que tinha tentado descer por uma corda improvisada do 16º ao 13º despenca e cai por cima da Magirus, derrubando mais três pessoas, incluindo um bombeiro. Todos morreram.
 
10h15
Chegam ambulâncias de instituiçõess públicas e particulares. Doações de leite, cobertores e medicamentos também chegam ao local do incêndio, a pedido de médicos que participam da operação
 
10h17
Mais duas pessoas se jogam do alto do edifício
 
10h20
A escada Magirus atinge o 19º anda, salvando 12 pessoas. O helicóptero da FAB transporta pendurado em um cabo o oficial Caldas da Polícia Militar. A Operação, porém, não consegue salvar ninguém
 
10h25
Árvores são derrubadas na praça da Bandeira para permitir o pouso de helicópteros. Mesmo com o fogo reduzido, mais um corpo cai do prédio
 
10h30
Bombeiros intoxicados começam a ser atendidos. No 19º andar, cinco pessoas começam a se desesperar e ameaçam se atirar.
 
No chão, começam a aparecer problemas nas mangueiras, já que muitas delas estavam furadas
 
10h50
Parte da laje cede e mais uma pessoa pula. O helicóptero pousa no edifício vizinho, o San Patrick, e recolhe duas pessoas
 
10h55
No 14º andar, um rapaz chamado Celso Bidingle evita que uma moça salte. Os dois são salvos
 
11h10
A Cavalaria da Polícia Militar é chamada para afastar os curiosos que continuam a prejudicar o trabalho dos bombeiros
 
11h35
Bombeiros tentam retirar um homem do 19º andar, que permanece isolado no local
 
 
12h30
Por causa do forte calor, apenas o helicóptero da FAB consegue se aproximar do prédio
 
12h45
Sete pessoas que ainda estavam no 19º andar são salvas
 
13h45
Uma testemunha afirma ter visto de seu escritório, no 31º andar do Edifício Conde Prates, na Líbero Badaró, algumas pessoas com vida no 21º anda do Joelma
 
14h
Os bombeiros afirmam não haver mais ninguém com vida no Joelma
 
14h10
Três pessoas são retiradas com vida do 21º andar
 
14h15
Dezessete pessoas mortas são encontradas no 12º andar
 
14h30
Mais nove mortos são retirados do 15º andar
 
15h
Bombeiros dão por encerrada a remoção de sobreviventes
 
15h45
Os bombeiros chegam ao topo do edifício e encontram mais de 20 pessoas carbonizadas
 
16h45
Um padre chega ao topo do Edifício Joelma para dar a extrema-unção aos mortos
 
17h
Carros que estavam na garagem do edifício começam a ser retirados
 
17h30
Carros-guincho chegam ao local para auxiliar o trabalho de limpeza no local