Os maníacos de Dnepropetrovsk

03/09/2014 16:44
Dnepropetrovsk na Ucrânia foi palco de um verdadeiro cenário de terror na mão de três garotos, confira o que esses garotos aprontaram e o fim deles por aquela região gelada, tão gelada quanto o coração deles.
 


O começo da insanidade
 
Tudo começa quando Igor Suprunyuck e Viktor Sayenko de 14 anos se tornam amigos na escola em Dnepropetrovsk, na Ucrânia, logo conheceram um outro rapaz chamado Alexander Hanzha. Os três juntos descobriram que tinha uma coisa em comum, o desejo de superar os seus medos. Igor e Viktor temiam alturas, e Hanzha sangue, e todos eles tinham medo de ser espancados pelos alunos mais agressivos da escola. 


Igor Suprunyuck

Logo não pouparam esforços  para se tornarem mais corajosos, tudo começou inocentemente com atividades como se pendurar em locais altos, varandas e logo depois isso evoluiu para torturar e mutilar cães, gatos e outros animais, até começarem a matar homens e mulheres. Os assassinatos parecem ter sido a maneira que Igor e Viktor encontraram para combater o medo das pessoas.


Viktor Sayenko 
 
O amigo Alexander Hanzha

Igor à esquerda, Alexander no meio e Viktor à direita
 
Após a formatura, eles começaram a sair juntos e Igor a roubar as pessoas. Alexander Hanzha foi preso por acusações não relacionadas antes da matança começar. Ele não participou dos assassinatos, mas foi condenado por participação em um dos roubos. Alexander viria a denunciar a tortura de seus amigos aos animais, apesar de que a atividade em especial foi supostamente destinada a ajudá-lo a superar seu medo de sangue.
 
Os Assassinatos

Vítima
 
Os dois primeiros  assassinatos ocorreram na noite do dia 25 de junho de 2007. A primeira vítima foi Ekaterina Ilchenk, uma mulher de 33 anos que voltava para casa depois de tomar um chá com o namorado. Segundo confissão de viktor, ele e Igor haviam "saído para passear". Igor tinha um martelo. Foi ele quem deu golpes na cabeça de Ilchenk. O corpo dela foi encontrado pela mãe às 5 da manhã.


Vítima à direita
 
Três horas depois do primeiro assassinato, os garotos atacaram uma segunda vítima, Roman Tatarevich. Ele dormia em um banco perto do local onde havia sido feita a primeira vítima. A cabeça dele foi brutalmente golpeada com objetos tão pesados que seu rosto ficou irreconhecível.


Assassinato em andamento registrado com celular
 
Em 1º de julho, mais duas vítimas, Evgeniya Grischenko e Nikolai Serchuk foram encontrados mortos na cidade vizinha de Novomoskovsk.


Vítima
 
Na noite de 6 de julho, mais três pessoas foram assassinadas em Dnepropetrovsk. A primeira foi o militar Egor Nechvoloda, que havia se alistado há pouco tempo. Ele foi espancado até a morte enquanto voltava para casa depois de ter ido a uma boate. Sua mãe encontrou seu corpo pela manhã, próximo ao edifício de apartamentos na Rua Bohdan Khmelnystsky.


Saudação nazista após assassinato
 
Elena Shram, uma guarda noturna de 28 anos, também havia sido morta perto de uma esquina na Rua Kosiora. Segundo a confissão de Viktor, Shram caminhava até eles, quando Igor lhe bateu várias vezes com o martelo que estava escondido debaixo da sua camiseta, até que ela caiu no chão. 


Vítima

Ela levava uma bolsa com roupas, que foram usadas para limpar o martelo logo depois de sua morte. 
Na mesma noite, mataram uma mulher chamada Valentina Hanzha (que não tinha parentesco com o terceiro cúmplice, Alexanbder Hanzha).


Vítima, mais um assassinado
 
No dia seguinte, 7 de julho, dois garotos de 14 anos que eram vizinhos, foram atacados à luz do dia enquanto pescavam. Um do dois, Andrei Sidyuck, foi assassinado, mas o outro, Vadim Lyakhov, conseguiu escapar.


Andrei Sidyuck - Assassinado em plena luz do dia
 
No dia 12 de julho, um homem de 48 anos chamado Sergei Yatzenko, desapareceu depois de sair com sua bicicleta. O corpo foi encontrado quatro dias depois, com sinais claros de ataque  selvagem. O assassinato de Sergei foi gravado pelos próprios assassinos, e o vídeo vazou na internet, se tornando um famoso viral chamado: "3 Guys and 1 Hammer".


O início de um assassinato brutal
 
Outros treze  assassinatos se seguiram a esses, com a maioria dos corpos encontrados no mesmo dia. Pelo que parece, todas as vítimas foram escolhidas por acaso, ainda que fossem sempre frágeis ou estivessem debilitadas, como  mulheres, crianças, idosos,mendigos ou pessoas embriagadas.


A maioria das vítimas foram assassinadas com objetos pesados como martelos e barras de aço. Batiam na cara, deixando as faces das vítimas totalmente desfiguradas e irreconhecíveis. Muitas vítimas foram  torturadas e mutiladas. Não houve abuso sexual em nenhum caso. Em alguns deles, as vítimas tiveram os celulares roubados entre outros pertences para serem vendidos.


Pose para a foto com uma das vítimas
 
Os assassinatos se estenderam a um grande raio que ia além da cidade de Dnepropetrovsk. Alguns foram feitos em áreas dentro do distrito (oblast) onde se localizava a cidade.


Vítimas
 
As Investigações

Não relacionaram os assassinatos realizados até 7 de julho com o ataque aos garotos em Podgorodnoye. Vadim Lyakhov, o sobrevivente, foi inicialmente preso, suspeito de assassinar o amigo. Não permitiram que ele chamasse um advogado e ele foi espancado pela  polícia durante o interrogatório. De qualquer forma, averiguaram rapidamente que ele não era o culpado pela morte de Andrei Sidyuck, e que esse assassinato estava relacionado ao recente massacre. Lyakhov ajudou a polícia fazendo o retrato falado dos culpados.


O computador pessoal cheio de fotos e videos das vítimas
 
Vários dias depois, no dia 14 de julho, uma mulher de 45 anos chamada Natalia Mamarchuck estava conduzindo sua scooter no povoado vizinho de Diyovka. Quando passava por uma área arborizada, dois homens correram até ela e a derrubaram. 



Então tiraram uma arma pesada, possivelmente um martelo ou um cano, e golpearam-na até a morte. Quando ela parou de se mexer, no chão, os homens subiram na scooter e fugiram. O ataque foi visto de uma certa distância por várias pessoas do lugar. Tentaram persegui-los, mas logo perderam eles de vista. Duas crianças também viram o ataque de perto, escondidos a alguns metros de onde Mamarchuck foi assassinada. Eles deram uma detalhada descrição dos assassinos que coincidia com o que Lyakhov havia falado anteriormente. Um grupo de investigação foi rapidamente criado em  Kiev, liderado pelo investigador criminal Vasily Paskalov. Cerca de 2 mil investigadores trabalharam no caso.


A princípio a investigação foi feita em segredo. Sem informações oficiais acerca dos assassinatos e as pessoas não foram avisadas sobre possíveis ataques tão pouco foram descritos os suspeitos. 


Mãe de vítima pedindo justiça

Ainda assim, rumores do assassinato mantiveram as pessoas em suas casas por várias noites. Os investigadores distribuíram alguns retratos dos suspeitos e listas de propriedades roubadas para as casas de penhor locais. As propriedades roubadas começaram a aparecer nas casas de penhores na cidade do distrito de Leninskiy. A combinação dos retratos e as propriedades roubadas encontradas guiaram as autoridades até os suspeitos.



A prisão dos maniacos



Igor e Viktor ganharam atenção especial depois de seus videos matando pessoas caírem na rede, eles gravavam a maioria de suas obras, incluindo os horrores que perpetravam nos animais e nas pessoas com uma frieza impressionante. Apesar dessa evidência toda gravada e comprovada, os jovens e suas famílias insistiam em sua inocência. Eles diziam terem sido enquadrados em uma conspiração para proteger os verdadeiros assassinos, altamente colocados, pessoas poderosas que estão acima da lei.

A notícia se espalhou e Igor e Viktor rapidamente se tornaram conhecido como: "Os Maniacos de Dnepropetrovsk". Eles foram presos em 23 de julho de 2007, após uma série de 21 assassinatos e nove ataques não-letais que ocorreram entre 25 de junho e 23 de julho. A maioria de suas vítimas eram, de alguma forma vulneráveis, eles procuravam os  mais fracos para seus alvos, mendigos, idosos, jovens e mulheres. Todas as vítimas foram espancadas, as armas dos assassinos normalmente eram martelos e barras de metal. A maioria das vítimas ficavam com rosto totalmente deformado e irreconhecível. Muitas das vítimas foram roubadas, embora nenhum deles foram vítimas de violência sexual. Os assassinos muitas vezes torturavam e mutilavam, arrancavam os olhos, cortavam orelhas ou evisceravam, como fizeram com uma mulher grávida.



Eles foram pegos após uma vitima escapar Vadim Lyakhov (seu amigo foi morto) e deu à polícia informações suficientes para fazer esboços de seus agressores. Uma vez que os itens roubados começaram a aparecer em lojas de penhor locais, policiais, armados com seus esboços, rapidamente identificarão e os prenderam Igor e Viktor. Embora os assassinos teriam confessado, o motivo dos assassinatos ainda não está claro. A polícia e os promotores não obtiveram nenhuma explicação mais simples que fosse,  mas há e persistem os rumores de que os jovens planejavam matar 40 pessoas e vender seus vídeos como filmes snuff.
 
As acusações e a sentença final


Igor, Alexander e Viktor
 
Igor Suprunyuck recebeu 21 acusações de assassinato, oito de assalto à mão armada e uma contagem de crueldade animal.
 
Viktor Sayenko recebeu 18 acusações de homicídio, cinco de roubo e uma acusação de crueldade contra os animais. 


Alexander Hanzha foi acusado de dois crimes de roubo. Alexander, que não foi capturado em vídeo, se declarou culpado e pediu desculpas às famílias das vítimas.



Os outros dois mais tarde se retrataram suas confissões citando a brutalidade policial, e queriam manter a sua inocência. Durante o julgamento, um vídeo do celular de um dos assassinatos foi mostrado ao tribunal como prova, em outubro de 2008. O mesmo vídeo vazou na Internet em dezembro. O advogado e os réus alegaram que os vídeos foram alterados para implicar os seus clientes, e proteger os verdadeiros assassinos, que supostamente continuam foragidos. Os promotores e o juiz não descartaram a hipotése de que pode haver outros cúmplices lá fora.



Em 11 de fevereiro de 2009, Igor Suprunyuck e Viktor Sayenko receberam sentença de prisão perpétua. Seu apelo foi negado. Alexander Hanzha recebeu uma sentença de nove anos, além do que ele já estava servindo.

A motivação dos assassinatos



A acusação não estabeleceu um motivo específico por trás dos assassinatos. A imprensa local informou que os assassinos tinham um plano para ficarem ricos a partir dos vídeos de assassinatos que eles gravavam - conhecidos como Snuff Films. Uma das namoradas dos suspeitos informou que eles estavam planejando fazer vídeos de quarenta assassinatos. Esse fato foi confirmado por um antigo colega dos suspeitos, pois muitas vezes, ele ouviu o Suprunyuck entrar em contato com um desconhecido "operador de um site rico estrangeiro" que ordenou quarenta vídeos de mortes e pagaria uma grande quantidade de dinheiro caso fossem feitas. Mas algumas autoridades do caso acreditam que eles estavam fazendo isso como um hobby, para ter uma coleção de memórias quando ficassem velhos e que para esses jovens, o assassinato era como entretenimento ou caça.
Fonte: Isanidade humana!