O veredito ainda não foi dado sobre a possibilidade de ETs ao redor da estrela KIC 8462852

18/01/2016 11:40
 
 
Um novo trabalho a respeito das observações anteriores da estrela KIC 8462852 está aprofundando ainda mais o mistério sobre este corpo celeste.  A estrela, também conhecida como Estrela Tabby”, que é do tipo F3, é mais brilhante, mais quente e mais massiva do que o nosso Sol.  O mistério sobre esta estrela começou quando astrônomos descobriram, através do Observatório Espacial Kepler, que ela diminuía repentinamente a intensidade de seu brilho.
 
Logo começaram especulações sobre este objeto, com o astrônomo Jason Wright sugerindo que este fenômeno poderia estar ocorrendo devido a presença de uma mega estrutura alienígena.  Outros astrônomos rapidamente tentaram desbancar esta ideia, sugerindo que aquilo que ocorre por lá é somente o resultado de um enxame de cometas ao redor da estrela.  Porém, sabe-se que se fosse mesmo devido a poeira de cometas, a diminuição do brilho deveria ser gradual, e não repentina, como é o caso aqui.
 
Tentativas recente de detecção de vida inteligente por detrás desta anomalia fracassaram, pois nenhum sinal de rádio foi detectado pelo Conjunto de Telescópios Allen entre os dias 15 e 30 de outubro de 2015.  Entre 28 de outubro e 29 de novembro, o Observatório Óptico Boquete, do SETI, também entrou em ação, mas os astrônomos não detectaram quaisquer sinais ópticos que poderiam ser associados à comunicação alienígena.
 
Quase dois meses de observações da anomalia, que possivelmente tem mil anos, é meramente uma gota num balde de água.  Todavia, a ausência de evidência desde conjunto de dados somente reforça aqueles que estão defendendo a ideia de que sejam somente cometas que estejam causando esta anomalia.  Porém, vale lembrar daquilo que Jill Tarter falou no TED Talk sobre a procura por inteligências extraterrestres:
 
“Todos os esforços orquestrados ao longo de quarenta e tantos anos, são equivalentes a retirar um único copo d’água dos oceanos.  E ninguém consegue decidir se o oceano não tinha peixes, com base num copo d’água.”
 
Embora o SETI possa ter somente 40 anos de observações, também existem várias evidências fotográficas coletadas desde o século XIX pelos astrônomos. Tabetha Byajian, autora do trabalho “KIC 8462852 – Where’s the flux?”, se aproveitou destas evidências e concluiu que “a estrela não fez nada de espetacular pelos últimos 100 anos”.
 
Contudo, Bradley Schaefer discorda das conclusões dela, após ter examinado as fotos por si mesmo.  Duas descobertas estão delineadas em seu novo trabalho publicado no site arXiv.
 
“A curva de luz da KIC8462852, de 1890 a 1989, mostra uma tendência altamente significativa nos últimos 100 anos, isto sendo completamente sem precedentes para qualquer tipo de sequência em estrelas do tipo F.  Tais estrelas deveriam ser muito estáveis quanto a seus brilhos, com sua evolução em escalas de somente muitos milhões de anos.  Assim, os dados de Havard por si mesmos provam que a KIC8462852 possui variações fotométricas de alta amplitude que são únicas.”
 
Trocando em miúdos, a anomalia tem diminuído gradativamente o brilho da estrela pelos últimos 125 anos.  Para aqueles que têm fé na tese da inteligência extraterrestre, este fato apoia a hipótese de que ETs estejam engajados num dos maiores projetos de captação de energia do Universo.  Bem como Jason Wright, et al., Chris Lintott e Brooke Simmons deixaram suas imaginações alçar voo com a evidência publicada por Schaefer no Journal of Brief Ideas.
 
“Presumimos que nossas observações cobrem um típico período, numa taxa de construção constante.  Dada a atual magnitude B de 12,262 e o decréscimo de fluxo de luz de 0,165 mag (ou 14,099% do total observado de decréscimo) por século, uma civilização alienígena requereria pelo menos 7,09 séculos para obstruir 100% da superfície observável de sua estrela.  Assim, se este período de tempo for típico, uma civilização alienígena capaz de construir tal estrutura, requereria um mínimo de 1400 anos terrestres para tal.”
 
Assim, irrelevantemente daquilo que realmente esteja por detrás da anomalia da estrela KIC 8462852, ainda demorará algum tempo para que se chegue à uma conclusão comprovada do que está causando este fenômeno.

 

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