O que aconteceu em Dyatlov Pass a Montanha dos Mortos

01/07/2015 21:58

Em 1959 um equipe de 9 estudantes partiu para uma expedição e nunca mais voltou. Quando encontrados, seus corpos exibiam marcas de um brutal ataque, algo que até hoje ninguém explicou. O caso é simplesmente o mais bem documentado da história da Rússia! Vamos conhecer o mistério de Dyatlov Pass...

 

Em 25 de janeiro de 1959, dez esquiadores experientes da antiga União Soviética se reuniram ao norte dos Montes Urais para participar de uma expedição de 14 dias através de uma rota conhecida. São eles:

 

- Igor Dyatlov (23 años) Líder da Equipe

- Yuri Yudin Único Sobrevivente

- Yuri Doroshenko (21)

- Zinaida Kolmogorova (22)

- Lyudmila Dubinina (21)

- Alexander Kolevatov (25)

- Alexander Zolotariov (37)

- Rustem Slobodin (23)

- Georgyi Krivonischenko (24)

- Nicolay Thibeaux-Brignollel (24),

 

Tragicamente algo horrível aconteceu restando apenas um sobreviveu. Os nove restantes morreram de forma estranha e assustadora e ainda hoje o caso continua sendo um mistério, apesar de se tratar da mais bem documentada busca da história Russa.

 

A Expedição e o Sumiço

 
O líder da excursão era Igor Dyatlov, a equipe de duas mulheres e oito homens eram: um instrutor de esqui, três engenheiros e sete alunos do Instituto Politécnico dos Urais, localizado na cidade então conhecida como Sverdlovsk  (hoje Ecaterimburgo). Sua meta era chegar a Serra Otorten ao norte dos Montes Urais.
 
Atualmente seria uma rota de dificuldade 'média'. Para eles no entanto, era muito mais extrema. Não podemos esquecer que, naquela época, a união soviética valorizava muito os atletas de elite, o que veio a exigir-lhes bastante.
 
Este era o cronograma da expedição:
- Acampar no povoado de Vizhai (Concluído)
- O primeiro destino era a montanha Gora Otorten  (N ° 61 51′ 39 ' E 59 ° 21′ 54') (Montaram acampamento e morreram em 01/02/1958)
- Depois iriam viajar mais de 160 quilômetros a sul ao longo da crista principal dos montes Urais, o pico de Ojkachahl. (Não Finalizado)
- Continuariam para o norte ao longo do Rio Toshemka, a leste da cidade de Vizhai. (Não Finalizado)
- A data prevista de retorno era 11 de fevereiro. Depois de ter alcançado o acampamento de Vizhai, tinham programado enviar telegramas para os seus familiares anunciando o sucesso da missão. (Não Finalizado)
 
O primeiro acampamento foi montado no povoado de Vizhai. Lá eles ficam sabendo das lendas que envolvem o local para onde se dirigem. A montanha Kholat Syakhl significa "Montanha dos Mortos". Os Mansi contam que no passado, nove de seus caçadores morreram lá durante a noite, de repente, sem sintomas de violência. Foram encontrados no dia seguinte por seus companheiros, como se estivessem dormindo. Para eles, a montanha se converteu em um local encantado e é habitada pelo que eles chamavam de "almas" que levavam a vida do incauto que entrasse na área. Outra montanha que era o destino dos esquiadores, Gora Otorten, significa em Mansi "Não vá lá". 
 
Foi no povoado Vizhai que Yuri Yudin, o único sobrevivente, adoeceu de repente e teve que abandonar a expedição. Uma velha lesão nas costas o impediu de continuar. 
 
 
 
Dois dias depois eles chegaram a Gora Otorten no dia 1 de fevereiro e lá estabeleceram o primeiro e o último acampamento. Sua rota, segundo os mapas de Igor Dyatlov, seguia o Vale do Rio Auspii, atravessava uma área arborizada na base da montanha Kholat Syakhl, a 10 quilômetros de Gora Otorten. Lá é onde montaram o acampamento. Ao longo do caminho, eles seguiram a trilha de um caçador Mansi de cervos, que tinha marcado a estrada no dia anterior. 
 
Algo aconteceu naquela noite que causou a morte de todos.
 
Ao passar mais de uma semana e não receber notícias dos jovens, as famílias pedem ao instituto politécnico que comecem uma busca.
 
A busca começou no dia 21 de fevereiro, mas logo percebem a complexidade do resgate e pedem ajuda militar e civil. Um companheiro do Instituto Politécnico de pessoas desaparecidas, Mikhail Sharavin, lidera o grupo. Dois aviões e um helicóptero se juntam a equipe de busca.
 
 

Encontram o Acampamento

 
Em 25 de fevereiro, um avião militar encontra os restos do acampamento.
 
A equipe de resgate vai para o lugar. Ao chegar, encontraram o acampamento abandonado na encosta leste da montanha, conhecida como Kholat Syakhl ou montanha dos mortos. 
 
Eles descobrem uma barraca coberta de neve e destroçada.
 
Dentro não há nenhum vestígio dos garotos, mas sim, todos os seus pertences como roupas e sapatos. Ao redor da barraca há numerosos vestígios de pegadas, pelo menos de oito pessoas, alguns com os pés descalços, outros com um só pé de calçado, sem uma direção clara, bastante caótica.
 
Das pegadas do grupo emerge uma linha na direção nordeste, descendo em direção a floresta, que pelo menos duas pessoas seguiram.
 
Sharavin explora a área perto das árvores e encontra o que parece ser os restos de uma fogueira apenas a 500 metros da barraca.
 
 

Descoberta dos 5 Primeiros Corpos

 
E ali mesmo, próximo a uma árvore, encontram os dois primeiros corpos, Krivonischenko e Doroshenko, os dois de pés descalços e com poucas roupas, apesar do frio que fazia naquela noite. Os dois estavam cobertos por ramos de árvores caídos cheios de neve.
 
Quando o forense investiga o tronco, ele viu que estava coberto com pedaços de carne e pele humana. Os cadáveres tinham mãos dilaceradas, então presume-se que eles tentaram subir na árvore desesperados, e os galhos cederam com o seu peso. Não havia nenhum sinal de qualquer animal, mas alguma coisa tinha que aterrorizá-los de tal forma para fazê-los correr para fora da barraca sem se vestirem e tentarem subir numa árvore dilacerando as mãos.
 
Perto do local, cerca de 270 metros em direção a barraca, encontraram o terceiro cadáver, o do líder do grupo, Igor Dyatlov. O encontro não é menos surpreendente. Ele estava deitado virado para cima com a cabeça na direção da barraca e em uma mão segurava um raminho e com o outro braço cobria o rosto, protegendo-se.
 
Pouco mais de 180 metros a frente em direção a barraca, encontram o cadáver de Rustem meio coberto de neve com o  rosto no chão e com uma fratura de 17 centímetros na cabeça.
 
Nas proximidades existem vestígios de sangue, ao segui-los eles acham Zinaida, a que mais se aproximou da barraca depois de ter fugido. Não foi possível comprovar se o sangue era seu, mas não parecia ser dela.
 
O resto da equipe não apareceu até que ocorresse o degelo.
 
 

Examinando a Barraca

 
As surpresas não acabam aqui. Ao examinar a barraca, eles verificam que estava feita pedaços. Foram os próprios garotos que em uma tentativa desesperada de fugir, rasgaram a barraca.
 
A barraca segue sendo o maior mistério sem solução do caso e a que menos provas úteis proporciona. Ao localizá-la, todos tinham a esperança de encontrar a equipe com vida, no entanto, o seu interior não foi investigado como deveria. Não foram feitas fotografias, foram separados os objetos pessoais para entregá-los aos familiares, o diário do grupo apareceu, mas desapareceu o de Zolotariov. Foram encontrados vários rolos de filmes sem revelar. Não foi feito um inventário preciso.
 
Posterior análise chegou a uma conclusão surpreendente: os cortes não haviam sido feitos pelo lado de fora, mas sim a partir de dentro da barraca!
 
 

Descoberta dos Outros 4 Corpos

 
Em 4 de maio surgem os restos de 2 corpos desaparecidos em um barranco de cerca de quatro metros de profundidade, bem perto da árvore onde encontraram os dois primeiros corpos.
 
Ao contrário do resto de seus companheiros, que apareceram em roupa de baixo, estes estavam vestidos, mas com itens aleatórios. Todos os corpos sofreram graves danos. Lyudmila tinha fraturas simétricas nas costelas, afundamento da caixa torácica na altura do coração. Mas isso não é tudo, ao examinar o corpo de Lyudmila, a cabeça estava deitada para trás (com a fratura no peito custaria muito respirar), a boca muito aberta e sem língua - sem língua, como assim? -, nem carne que recobrisse a cavidade bucal.
 
No que diz respeito a roupa, o pé de Lyudmila foi envolvido em uma peça feita de pedaços das calças de Krivonishenko e Zolotaryov e usava um gorro de peles artificiais e seu abrigo.
 
Zolotarev tinha as costelas quebradas do lado direito. Thibeaux tem o crânio esmagado e Alexander Kolevatov não dizem muito, apenas que estava lá.
 
Durante os funerais, vários membros das famílias alegaram que a pele dos mortos estava com uma cor laranja estranha, e seus cabelos haviam ficado cinza. Além disso, nas medições foram encontradas alta radioatividade em várias peças de roupas analisadas, que por mais que estivessem na posse de outros, pertenciam a Lyudmila.
 
 

Reconstrução do Caso

 
Ninguém sabe o que aconteceu naquela noite, mas, paradoxalmente, o caso é documentado em detalhes. Das fotografias tiradas pela própria equipe e seus diários, se pode reconstruir todos os seus passos.
 
Todos aparecem felizes e sem qualquer problema que os afete ao chegar no local onde acampariam.
 
Eles comeram das 18.00 as 19h00, como evidenciado pelo conteúdo dos seus estômagos, o alimento não digerido indica que o incidente e a posterior morte dos nove, ocorreram entre intervalos que variam de 21:30 - 23:30 do dia 1 de fevereiro e 01:30 - 02:45 na manhã de 2 de fevereiro.
 
Foi no primeiro intervalo de tempo quando aconteceu o que os pesquisadores chamam de 'evento desconhecido', algo que lhes criou tanto medo que os impulsiona a destruir a barraca para fugir colina abaixo quase sem roupas.
 
Se dispersaram três direções diferentes em três grupos, mas se encontram perto da árvore onde acenderam o fogo. O fogo pode espantar ou atrair algo que assusta, que permaneça na barraca, porque eles não retornam a ela, mas estão literalmente morrendo de frio.
 
Chegando neste ponto se embaralham 3 hipóteses do porquê Krivonischenko e Doroshenko, subirem na árvore, enfraquece a hipótese de tentarem se proteger de algo, melhor tentaram obter mais lenha para a fogueira ou alcançar um ponto de vista da barraca, encosta acima, para ver se poderiam retornar.
 
Ao estarem congelados, eles talvez nem notassem que arruinavam as suas mãos.
 
 
Depois da barraca, encontram o lugar onde conseguiram acender uma fogueira. Com a lenha húmida, o vento e o nervosismo da fuga, era muito difícil acender um fogo. Mas a essas alturas, já estavam conscientes de que se estavam morrendo de frio. Houve uma tentativa desesperada de arrancar galhos, por Doroshenko e Krivonishenko, até o ponto de ferirem as suas mãos. Seus corpos começavam a enrijecer, pelo jeito que se penduravam dos ramos e tentavam arrancá-los com seu peso. Um imenso esforço como esse e sofrendo com uma hipotermia de primeiro grau, acelerou as suas mortes. Foram os primeiros a aparecer, juntos e cobertos com pouca neve.
 
 
Os 2 são os primeiros a morrer de frio, provavelmente seus companheiros cobriram seus corpos com ramas e o grupo volta a se separar. Dyatlov, Rustem e Zinaida decidem se aproximar da barraca, mas vão caindo sucessivamente. Os 3 morrem de hipotermia, embora Dyatlov pareça se proteger de algo ou alguém e Rustem apresente um ferimento na cabeça.
 
Os quatro restantes se escondem, neste momento podem ter sofrido as lesões que o médico legista compara com um acidente de trânsito. Lesões estranhas, já que danificam o interior, mas não produzem qualquer dano ou ferimento externo, embora não seja tão surpreendente devido ao congelamento dos corpos. Eles caíram em um barranco ou se refugiaram nele.
 
Uma queda poderia causar os danos, embora a altura fosse mínima e eles já estivessem em péssimas condições. O primeiro a morrer é Thibeaux seguido por Lyudvina, que fez pedaços das calças de Krivonischenko, já morto (o que justifica que ele tenha aparecido em roupa interior) para cobrir os pés. Quando ela morre, Zolotarev veste o seu gorro e seu casaco, mesmo que não lhe sirva de muito porque ele é o próximo a morrer. Kolevatov é o última a morrer de hipotermia. Ele foi, provavelmente, quem cobriu seu companheiro com o abrigo da falecida.
 

A Fundação Dyatlov

 
Todos os documentos, exceto os que alguns dizem que desapareceram e outros que nunca existiram, estavam a disposição pública até que a fama do caso fez com que muita gente remexesse neles, pelo qual, restringiram o acesso. Uma cópia se encontra na Fundação Dyatlov, que tem a missão de preservar a memória dos montanhistas.
 
Yuri Kuntsevitch é o diretor atual da Fundação Dyatlov, que foi criada no Instituto Politécnico para perpetuar a memória dos falecidos e esclarecer as suas mortes. Eles têm em seu poder todos os documentos disponíveis do caso, assim como as fotografias obtidas, telegramas, relatórios e o diário do grupo.
 
A partir deste material, muitas teorias começaram surgir...
 

O que Aconteceu Naquela Noite?

 
Depois de apenas 4 semanas, a URSS finalizou o caso e concluiu que eles morreram devido a fúria da mãe natureza e que a causa oficial da morte é hipotermia, algo lógico ao ficar a 20 graus abaixo de zero. As fraturas de Lyudmila, Zolotarev e Thibeaux eram fatais, mas a hipotermia como causa final ou aceleração da morte não é descartada.
 

Mas muitas perguntas foram levantadas:

 
- O que pode aterrorizar um grupo de nove pessoas, acostumados a acampar em locais extremos e com grande força física? Eles não eram colegiais acampando com medo do escuro.
- Por que Ludmila foi encontrada sem a língua?
- Os ferimentos foram tão intensos que nenhum ser humano seria capaz de fazer. Quem fez?
- Eles estavam a -20ºC - O que os fez fugir da barraca cortando de dentro para fora?
- A última foto tirada pelos estudante mostra o que? O que é aquela luz?
 
Logo circularam várias hipóteses, desde as mais assustadoras que parecem ser as mais razoáveis.
O caso teve muita publicidade por se tratar de nove jovens, mas terminou com outra incógnita:
nove esquiadores morreram por uma "causa maior" ou por uma "força não identificada", de acordo com o exército russo, que fechou o local durante três anos. A mesma passagem que agora leva o nome do líder da expedição, passagem Dyatlov, onde uma placa recorda os 9 falecidos.
 
Vamos conhecer a partir de agora algumas teorias...
 
 

Relação do misterioso incidente com os OVNIs

 
Sempre que há uma história misteriosa surge a ideia de que foi produzida por organismos alienígenas..
 
A ideia veio desta vez do depoimento de um grupo de excursionistas que se encontravam acampados há vários quilômetros ao sul, que afirmaram terem visto na noite das mortes, várias esferas de cor laranja sobrevoando a zona onde se encontravam os esquiadores.
 
Curiosamente, um dos defensores desta teoria era um militar, que não podia mostrar as provas por estarem classificadas mas afirmava que existiam. Este cavalheiro era Lev Ivanov que junto com Vasily Ivanovich Tempalov estudaram o caso e propuseram diversas teorias a partir do depoimento dos excursionistas e das fotografias feitas por eles, mas superiores os obrigaram a fechar o caso e seus arquivos foram classificados. Tempanov se recusou, enquanto Ivanov acatou as ordens e foi promovido no dia seguinte.
 
Com a queda da URSS, estes supostos arquivos OVNIs não apareceram com o resto de arquivos desclassificados. Ivanov fazia questão de dizer que precisamente os seus, se encontravam entre os 'não desclassificáveis'
 
A teoria de Ivanov aponta a que durante a noite de primeiro de fevereiro, várias esferas de cor laranja, vistas pelos excursionistas que foram testemunhas e vários habitantes de cidades da zona e de procedência alienígena, sobrevoaram o acampamento dos nove esquiadores. O pânico se espalhou e fugiram. Talvez não lhes atacassem, mas naqueles anos o medo de luzes no céu estava muito enraizado. Estavam em plena guerra fria… Ou talvez sim lhes atacaram, lhes obrigando a fugir da barraca e a abandonà-la, se escondendo no bosque. As feridas que quatro dos esquiadores sofreram, segundo Ivanov, poderiam ser da colisão de uma nave e o impacto de algum fragmento.
 
Não encontraram restos de nenhuma nave, mas para Ivanov a resposta está na rápida atuação do exército, que poderia ter levado embora os restos. Os primeiros a encontrarem o acampamento foram os soldados soviéticos a bordo de um avião. Até que chegassem a equipe de resgate do Instituto Politécnico e os civis, havia passado ao menos um dia, porque já haviam se afastado da zona, e desde o início, pensavam em encontrá-los vivos.
 
A coloração da pele e cabelos, a radioatividade na roupa e a paralisia dos corpos, indicava a Ivanov que foram objetos de um ataque alienígena. Também parecia que ele levava em conta a ausência da língua de Dubidina, por ser similar as mutilações de gado. (Cattle mutilation)
 
É curioso que esta afirmação venha de um militar. Ele realmente acreditava ou tentava tapar algum assunto do exército?
 
 
Esta é a última fotografia feita pelos esquiadores e mostra uma estranha formação luminosa....
 

 

 

 

Fonte Principal
-Assombrado
Fonte Secundaria
- Documentário Mistérios
- Documentário Morte na Neve
- Documentário Alienígenas do Passado: Lugares Malditos
- http://tejiendoelmundo.wordpress.com/ 
- rusmea.com