O mistério de Mary Celeste

09/09/2014 00:47

Mary Celeste

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   Esse é um mistério que aconteceu sobre os mares. Mary Celeste era uma embarcação de quase 300 toneladas, que após se envolver em vários acidentes, foi vendida para James H. Winchester, um mercador nova-iorquino, por 11 mil dólares em 1869. Até que em 1872 aconteceu algo muito estranho.
   A embarcação estava sob o comando do experiente capitão  Benjamin Briggs e partiu dia 5 de novembro daquele ano, de Nova Iorque rumo à Itália. Mary Celeste carregava uma valiosa carga de barris de álcool industrial. Além do capitão, a tripulação do navio era composta por sete marinheiros e duas passageiras: Sarah, a esposa do capitão Benjamim e sua filha de apenas 2 anos, que passariam as férias na Itália.
   Dia 5 de dezembro, a quase 600 quilômetros da costa portuguesa, os marinheiros de um navio mercante chamado Dei Gratia avistaram o Mary Celeste. Eles viram algo anormal e após conversarem com outros tripulantes, avisaram o capitão do navio, David Morehouse, que ficou surpreso e bastante preocupado, pois Briggs era seu amigo. Mary Celeste já deveria ter aportado na Itália.
   David ordenou sua tripulação a cercar o Mary Celeste cautelosamente, e quando se aproximaram da embarcação, esperaram cerca de 2 horas tentando se comunicar com a tripulação da embarcação. O navio não aparentava sinais de ter sido atacado e parecia estar vazio. David, então, enviou uma parte de sua tripulação para ver o que tinha ocorrido com a misteriosa embarcação.
Mary Celeste
   Após algumas horas, os marinheiros voltaram para o Dei Gratia, alegando que não tinham encontrado ninguém na embarcação. Não havia sinais de luta ou violência e a embarcação estava deserta, exceto pela sua grande carga de barris, que ainda estava intacta, o que descarta a possibilidade de um ataque pirata.
   O único bote salva-vidas do navio não estava ali e as comidas e bebidas ainda estavam estocadas no portão. Objetos pessoais da tripulação e passageiros também foram encontrados, como joias, roupas, o diário de bordo e uma navalha de barbear ainda com espuma.
   O diário do capitão não relatava nenhuma instabilidade no tempo. Seu último registro havia sido escrito no final de novembro, a 160 quilômetros de Açores.
Mary Celeste foi rebocado pelo Dei Gratia até o Estreito de Gibraltar, onde a corte britânica com o cônsul norte-americano, Horatio Sprague, tinham o objetivo de entender o que aconteceu, mas  até hoje permanece um mistério.
   A embarcação foi vendida mais uma vez e usada durante 12 anos para transporte de mercadorias. Seu último destino foi o Caribe, quando GC Parker, um mercador, carregou a embarcação de lixo afirmando que se tratava de uma preciosa carga e tentou afundar a embarcação quando a jogou contra um recife. Entretanto, o barco não afundou. Antes de ser preso, Parker tentou incendiar a embarcação, mas antes de chegar ao tribunal, morreu.
   O navio permanece até os dias atuais no Caribe, como um das embarcações fantasmas que enriquecem as lendas marinhas. Os corpos dos tripulantes e passageiros jamais foram encontrados.

Fonte: Curioso.com.br