NASA anuncia a maior descoberta de planetas da história

10/05/2016 18:38

A missão Kepler da NASA anunciou 1.284 novos planetas, a maior descoberta do tipo já feita na história.

 
 
 
 
 
"Este anúncio mais do que duplica o número de planetas confirmados pelo Kepler", disse Ellen Stofan, cientista-chefe na sede da NASA em Washington, em comunicado da agência espacial norte-americana divulgado nesta terça-feira, dia 10. 
 
"Isso nos dá esperança de que em algum lugar lá fora, em torno de uma estrela muito parecida com a nossa, podemos, eventualmente, descobrir uma outra Terra." 
 
A análise foi realizada em julho de 2015, num catálogo de "candidatos a planetas" do telescópio espacial Kepler, que identificou 4.302 potenciais planetas. Para 1.284 dos candidatos, a probabilidade de ser um planeta é maior do que 99%. Outros 1.327 corpos celestes encontrados precisam de estudos adicionais, pois não cumprem os requisitos para serem um planeta. Os restantes 707 são mais propensos a ser algum outro tipo de fenômeno astrofísicos. Esta análise também validou 984 candidatos previamente verificados por outras técnicas. 
 
"Antes do lançamento do telescópio espacial Kepler, nós não sabíamos se os exoplanetas eram algo raro ou comum na galáxia. Graças ao Kepler e à comunidade científica, sabemos agora que poderia haver mais planetas do que estrelas", disse Paul Hertz, diretor da Divisão de Astrofísica na sede da NASA. "Este conhecimento informa as futuras missões do que é preciso para nos aproximar cada vez mais da resposta para sabermos se estamos sozinhos ou não no Universo." 
 
O achado inclui aproximadamente 550 corpos que poderiam ser planetas rochosos como o nosso, com base em seu tamanho, segundo a NASA.
"Nove destes novos planetas descobertos orbitam zonas habitáveis do seu sol, que é a distância de uma estrela onde podem registrar temperaturas que permitam a existência de água em forma líquida", ainda de acordo com o comunicado.
Esses nove exoplanetas potencialmente habitáveis se somam aos outros 21 outros já conhecidos por orbitarem a zona habitável de suas estrelas.