Misteriosa rocha em forma de esfera é desenterrada na Costa Rica

17/08/2017 12:36

Segundo alguns teóricos esses incríveis objetos são criações de seres alienígenas, enquanto outros vêem em suas incríveis formas vestígios da mítica Atlântida, ou até mesmo portas entre dimensões temporais.....

 

 

Escavações na Costa Rica revelaram uma enorme — quase perfeita — esfera de pedra, levando especialistas a se perguntarem como tal precisão foi alcançados há milhares de anos atrás.
 
O arqueólogo Francisco Corrales, do Museu Nacional da Costa Rica, explica:
 
"Temos estudado o terreno em que há mais de 15 destas esferas, e algumas são colocadas ao lado de áreas que dão acesso aos edifícios residenciais como se elas tivessem sido colocados ali para lhe dar as boas vindas."
 
As esferas de pedra maciça são conhecidas como as esferas de pedra de Diquis, uma região ao sul da Costa Rica, e foram feitas entre os anos 300 e 1500 AD pelos antecessores da cultura Boruca, explica um artigo escrito pelo Museu Nacional da Costa Rica.
 
Estas esferas maciças foram localizadas dentro de assentamentos importantes, formando conjuntos ou alinhamentos e como parte das principais estruturas arquitetônicas, para reforçar o prestígio de um lugar e a posição de poder de seus líderes.
 
A grande quantidade dessas esculturas, o acabamento perfeito de sua superfície, sua esfericidade quase perfeita, a variedade de tamanho, bem como o processo de fabricação, simbolismo e seu uso em espaços públicos, torna os artefatos arqueológicos excepcionais, explica o site Diquis.
 
A arqueóloga mexicana e pesquisadora Isabel Medina disse:
 
"Trabalhamos para liberar as esferas empregando uma escavação arqueológica para documentar o seu estado, tanto na superfície superior exposta e no chão, com o objetivo de formar um registro do estado físico de cada uma."
 
De acordo com Medina, a decisão de manter as esferas em parte enterradas “tem sido adequada para a sua conservação e seu estudo posterior,” que está já sendo realizado por uma equipe multidisciplinar do Museu Nacional da Costa Rica.
 
 
 
As esferas têm incrível perfeição já que “algumas delas atingem 96% de perfeição”, diz Corrales, que também estuda os instrumentos com os quais as esferas foram feitas.
 
A produção das esferas envolvia moagem de grandes blocos de pedra ígnea, como gabro, granodiorito e andesito, ou pedras sedimentares como calcário e arenito.
 
Há esferas com apenas alguns centímetros, e outras com até 2,66 metros de diâmetro, e podem pesar até 25 toneladas cada uma.
 
A matéria-prima para sua criação está localizada no sopé da Cordilheira Costeña. A partir daí, o material ou a escultura semi-acabada era movida para o local onde a esfera estaria localizada e lá acabada.
 
Não se sabe como os antigos transportavam as pedras, mas era um trabalho complexo, que envolvia uma grande organização, mobilização de pessoas, o uso de alavancas e bases de rolamento.
 
Infelizmente, a maioria das esferas foram removidos do seu local original, o que significa que informações valiosas sobre sua origem e utilização estão perdidas.
 
A observação do objeto isolado, sem o contexto social do qual fazia parte, gerou uma série de mitos e especulações.
 
Por subestimar as culturas pré-colombianas, alguns consideram que alienígenas as criaram, enquanto outros vêem em suas incríveis formas vestígios da mítica Atlântida, dispositivos navegacionais, portas entre dimensões temporais e recipientes de energia esotérica.
 
 
Os antropólogos Ivar Zapp e George Erikson argumentam que as petroesferas indicam rotas marítimas e foram usadas como instrumentos de navegação, e que seus alinhamentos apontavam em direção a sítios megalíticos, como as colunas de Hércules (Gibraltar), as pirâmides do Egito, Stonehenge ou a Ilha de Páscoa...