Misteriosas formas montanhosas que apareceram na Sibéria deixaram os peritos desconcertados e muito preocupados com o futuro do humanidade

20/09/2017 13:15
 
 
A Sibéria está mudando e os especialistas estão tentando entender o porquê e por que tão rápido. Recentemente, cientistas russos encontraram cerca de 7.000 formas de relevos na Sibéria, deixando muitos especialistas confusos.
 
Como os especialistas explicam, o derretimento rápido do permafrost na Sibéria está fazendo gigantescos "montes" aparecer na área, criando numerosos problemas, pois representam uma ameaça direta não só a vida, mas para as instalações de produção localizadas na área.
 
Os cientistas dizem que os 'Buracos na Sibéria' são criados por grandes montes (PINGOS) em forma de cúpula formados sobre um núcleo de gelo. Quando a permafrost está derretendo, explode devido à acumulação de gás metano embaixo.
 
Um "pingo", também chamado de "hidrolaccolite", é um monte de gelo coberto pela terra encontrado no Ártico que pode atingir até 70 m de altura e até 600 m de diâmetro.
 
 
O que preocupa os cientistas é que eles não são pequenos. Eles são grandes. Alguns deles são realmente profundos e abrangentes, já que os pesquisadores conseguiram encontrar 'crateras de explosão' com 50 metros de profundidade e quase 30 metros de largura.
 
À medida que o permafrost da Sibéria está derretendo, uma bolha se forma onde antes era terra solida e assim o metano e o dióxido de carbono capturados escapam do solo congelado.
 
 
 
No começo, tal colisão é uma bolha. Mas com o tempo a bolha explode liberando todo o gás. E assim se formam os grandes buracos da Sibéria
 
Os cientistas estão trabalhando na detecção e estruturação de sinais de ameaça potencial como a altura máxima de uma colisão e pressão que a Terra pode suportar.. 
 
Também foram relatados deslizamentos, já que o solo rico em gás - que normalmente era estável - começa a mudar.
 
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A cratera Batagaika pode oferecer lições cruciais, em especial sobre os mecanismos que aceleram o aquecimento em áreas de permafrost.
 
À medida que o degelo avança, mais e mais carbono é exposto a micróbios. Estes micro-organismos consomem carbono e produzem dióxido de carbono e metano - gases causadores do efeito estufa.
 
O metano é capaz de acumular 72 vezes mais calor que o dióxido de carbono num período de 20 anos.
 
Além disso, os gases liberados pelos micróbios na atmosfera aceleram ainda mais o aquecimento.
 
 
"É o que chamamos de 'feedback positivo'", explica Frank Gunther, do Instituto Alfred Wegener. "O aquecimento acelera o aquecimento e, no futuro, poderemos ver mais estruturas como a cratera de Batagaika", completa o pesquisador.
 
Segundo o pesquisador, não há nenhuma obra de engenharia que possa conter o desenvolvimento dessas crateras.