Misteriosa pedra alienígena é encontrada na Suécia

26/06/2016 11:13

Cientistas acreditam ter encontrado o primeiro exemplar do chamado meteorito "extinto", em uma pedreira na Suécia.

 
 
 
 
A pedra alienígena, do tamanho de uma bolacha, seria parte de uma rocha muito maior e teria caído na Terra há 470 milhões de anos. De acordo com o líder do estudo sobre o achado, o geologista Birger Schmitz, essa pedra espacial seria diferente de tudo o que já foi encontrado anteriormente no nosso planeta. Esse raro objeto também pode dar aos cientistas informações mais detalhadas sobre o início da história do nosso Sistema Solar. 
 
"Este pode ser o primeiro exemplo documentado de um meteorito "extinto", isto é, um tipo de meteorito que não cai mais na Terra hoje porque o seu corpo original já foi consumido por colisões. Os meteoritos encontrados na Terra hoje, aparentemente, não dão uma representação completa do tipo de corpos do cinturão de asteroides [entre Marte e Júpiter]", disse Schmitz, que é professor da Universidade de Lund, na Suécia. 
 

Chuva de meteoros 

 
 
Imagina-se que, em um passado remoto, o pequeno meteorito - batizado de Österplana 065 (Öst 65) - tenha feito parte de um pedaço de rocha muito maior, um asteroide com 20 a 30 quilômetros de largura, formado há 3 bilhões de anos. Esta enorme pedra, centenas de milhões de anos atrás, colidiu com outro corpo enorme, resultando em uma chuva de meteoros nos céus de uma então jovem Terra. 
 
Este meteorito é classificado como um condrito, que provavelmente teve origem no cinturão de asteroides. Juntamente com cerca de 100 partes de condritos até agora descobertos, este novo fragmento alienígena originalmente afundou no oceano, que mais tarde se transformou no que hoje é a pedreira na cidade de Thorsberg, onde a rocha foi descoberta.  
 
A pedra é rica em elementos como o irídio, que é relativamente raro na Terra, e de um isótopo particular do neônio, em proporções diferentes dos condritos que são encontrados na região. 
 
O estudo sobre o meteorito Öst 65 foi publicado na revista Nature Communications.