Homem Coruja

15/08/2014 22:49

Certos medos não somem com o tempo. Certos fatos sombrios são marcantes na vida de pessoas … ou mesmo, na vida da população de uma cidade! Esse é o caso de West Virginia (EUA) e Cornualha (Inglaterra), que nunca conseguiram esquecer os ataques do Owlman, (Homem Coruja), ocorridos em 1966 à 1978.

Em West Virginia teve sua primeira aparição em 1966, causando pânico aos moradores da cidade e uma histeria local, que por fim forçou muitos habitantes à criarem regras de toque de recolher durante um longo período com medo dos ataques da criatura. Segundo relatos dos moradores, apenas em 1972, a situação se normalizou, fazendo com que as pessoas voltassem a ter suas vidas normais sem o pavor que causava o temor de encontrar com esse sinistro ser.
Entretanto, as aparições de West Virginia nem se comparam com as ocorridas na Cornualha, Inglaterra.

As duas primeiras testemunhas foram um par de irmãs: Vicky- 9 anos de idade – e Melling – 12 anos de idade – em junho de 1976. As jovens estavam de férias com sua família na Cornualha e resolveram caminhar pela floresta, quando encontraram uma antiga igreja de pedra, tendo na sua lateral um cemitério abandonado. Curiosas, se aproximaram do local, foi quando uma criatura voou para os céus: era o Homem Coruja, que pairou sobre o campanário da Igreja, deixando as meninas apavoradas.

As jovens ficaram tão aterrorizadas com esse demônio voador que imediatamente correram de volta para contar a seu pai, Don Melling, sobre o estranho animal que eles tinham visto. Melling – percebendo a palidez e o tremor de suas filhas – resolveu ir até o meio da floresta, verificar o que estava ocorrendo. Terminou por se deparar com um humanoide que sobrevoava a copa das árvores e emitia um barulho estranho, tal como uma coruja. Desesperado, Melling não pensou duas vezes para retornar a sua casa em Lancaster. Embora suas filhas não soubessem, Don quando criança, visitava a Cornualha durante os verões e sempre parava para escutar as histórias sinistras que os habitantes falavam sobre tal criatura, porém nunca imaginou que um dia alguém de sua família chegasse a ter contato com essa criatura, ou mesmo, que ele pudesse avistar o monstro.

Melling continuou intrigado com os acontecimentos mesmo depois de retornar a Lancaster. Decidiu que iria atrás de pessoas especializadas no assunto e foi então que encontrou  o investigador paranormal  Tony Shiels (conhecido como “Doc” ) ao qual passou seu estranho caso.

Recusou-se, no entanto, deixar que suas filhas fossem entrevistadas, todavia ele mesmo forneceu a Sheils com um esboço da besta. O desenho mostrava claramente uma criatura humanóide, que parecia ter as características de uma coruja.

Shiels narrou como ele veio a saber do fenômeno Owlman em uma carta a seu colega, um conhecido criptozoologista britânico e autor do livro ” O Owlman e Outros “, JONATHAN DOWNES:

“Uma coisa muito estranha aconteceu no fim de semana de Páscoa. Um homem de Lancaster me contou sobre algo que suas duas filhas tinham visto … um grande homem-pássaro pairando sobre a torre da igreja em Mawnan (uma aldeia perto da foz do rio Helford). As meninas, estavam com tanto medo que a família cortou suas férias de curto e voltou três dias mais cedo.”

“Esta é realmente uma coisa fantástica, e tenho certeza de que o homem estava contando isso porque ele queria ajuda para caçar o monstro. Ele não permitiu levar as crianças para falar sobre isso, mas ele me deu um esboço da coisa”.

” Como não houve outros relatos nessa mesma data, tanto quanto eu sei, desse tal homem-pássaro … termino por pensar que poderia ser homem vestido de forma extravagante e com asa-delta, porém é sabido que Mawnan não é um lugar para a asa-delta! Eu realmente não sei o que pensar … é como se toda uma carga de estranheza fosse solta na área de Falmouth desde o Outono passado! “

Semanas após a primeira aparição e o comunicado de Shiels, coisas estranhas começaram a ocorrer em Mawnan.  Pessoas dizendo ter visto OVNIs, animais mortos, pessoas desaparecendo sem deixar vestígio.


Quase três meses depois, em 3 de Agosto de 1976, uma garota de 14 anos de idade, Sally Chapman – que veio de Plymouth – estava acampando com uma amiga, Barbara Perry, nos mesmos bosques onde Vicky em  junho havia avistado a criatura. Desta vez, porém, os jovens testemunhas oculares não estaria tão distante desta entidade chocante.

Segundo o relato de Chapman, quando ela e Perry sairam de sua tenda, elas ouviram um horrível “assobio”. As adolescentes viraram suas cabeças e foram confrontadas por uma visão que iria assombrá-las para o resto de suas vidas. Chapman descreveu o que viu:

“Era como uma grande coruja com orelhas pontudas, tão grande quanto um homem. Os olhos estavam vermelhos e brilhantes. No início, eu pensei que era alguém vestido, fazendo uma brincadeira, tentando nos assustar. Eu ri com isso, assim como Perry, então ele voou …. foi então que nós ficamos apavaradas e começamos a gritar. Quando ele subiu, podemos ver seus pés … eram como pinças, tais como o da maioria das aves. “

Perry também contribuiu com seus pensamentos sobre a besta:

“Foi horrível, a cara de coruja era desagradável, com orelhas grandes e grandes olhos vermelhos. Ele estava coberto de penas cinzentas. As garras em seus pés eram negras. “

As meninas – após ficarem sabendo do envolvimento Shiels – não perderam tempo em entrar em contato com o investigador. Shiels, ansiosos para descobrir se isso foi um avistamento válido ou apenas adolescentes brincalhões na esperança de ganhar alguma notoriedade dos locais, foi ao encontro de Chapman e Perry no dia seguinte em Grebe Beach.

No dia seguinte, em 4 de Agosto de 1976, uma jovem chamada Jane Greenwood também alegou ter encontrado a criatura. Greenwood novamente descreveu o animal como sendo um humanoide, com uma boca grande, olhos vermelhos e grandes, garras de pinças.

No mesmo ano, Anthony Mawnan-Peller publicou um panfleto – que era principalmente sobre “Morgawr, the Cornish”, um monstro marinho, com o artigo sendo  intitulado como: “Morgawr: O Monstro de Falmouth Bay”, que incluía entre as descrições do monstro marinho, as primeiras citações sobre “Owlman”.

Após o lançamento deste panfleto – ou, como sugerido por muitos céticos, por causa disso – avistamentos da fera teve um considerável aumento de frequência, sendo cada vez maior ao longo dos próximos dois anos, mas depois pareceu morrer abruptamente.

E tudo permaneceu na santa paz, até que, dois anos depois, em 1978, uma mulher conhecida como “Senhorita Opie” um ataque da criatura quando estava passando perto da Igreja de Mawnan.

O Owlman foi visto novamente em 2 de agosto de 1978, por três não identificados, do sexo feminino, estudantes francesas que estavam participando de um evento na proximidades de Cornwall College, num curso de verão.

No mês de agosto daquele ano, mais uma centena de avistamentos e ataques foram registrados perto da Igreja de Mawnan. Todos descreveram a mesma criatura de grandes orelhas, plumagem cinza, olhos vermelhos e grandes garras.

Do pouco que sabemos concluísse que Owlman tinha uma epoca do ano para aparecer: de Junho à Agosto e que, apesar de aterrorizante e dos desaparecimentos registrados nesses meses, nenhuma das testemunhas oculares tiveram mais do que escoriações provocadas pela criatura.

Talvez, o mais sinistro dessa história toda é que, depois da investigação sobre o local das aparições, descobriram que a Igreja de Mawnan foi construída sobre o palco de um antigo “festival da colheita”, aonde os habitantes locais louvavam um deus-pagão cuja as feições se assemelhavam à de uma ave.

Até aonde essa história toda é verdade nós não sabemos, entretanto, convenhamos que se toda ela for verdadeira, a vida anda copiando os filmes mais clichês de terror. Monstro, adolescentes, igrejas antigas, cemitérios abandonados, desaparecimentos, rituais para deus-pagãos… o que poderia ser mais clichê do que isso?

É, meu amigo, só tem um jeito de saber se essa história toda é verdade: em Agosto, pegue sua escopeta, uma lata de feijão, uma barraca e acampe no lado da Igreja de Mawnan!

Fonte: Ah duvido