Davy Jones

09/09/2014 13:04

 

Historia, Relatos e avistamentos.

   Em antigos documentos pode-se encontrar registro de um navio real que zarpou de Amsterdã, em 1680, e foi alcançado por uma tormenta no Cabo da Boa Esperança. Como o capitão insistiu em dobrar o cabo, foi condenado a vagar para sempre pelos mares, atraindo outros navios e, por fim, causando sua destruição. Vários relatos sobre o tal navio foram considerados miragens, embora haja uma grande variedade de detalhes descritos pelas testemunhas. No entanto não é o primeiro mito destas águas, depois do Adamastor descrito por Camões nos Lusíadas.
   Existem histórias que citam o capitão de um navio que, ao atravessar uma tempestade, foi visitado por Nossa Senhora, que atendia às preces dos marinheiros desesperados. Culpando-a pelo infortúnio, atacou a imagem (ou amaldiçoou-a), atraindo para si a maldição de continuar vagando pelos sete mares até o fim dos tempos.
   A lenda diz que Davy Jones era o capitão de um navio-fantasma chamado Flying Dutchman (Holandês Voador), que era tripulado por espíritos marinhos ou por marinheiros naufragados que tinham vendido suas almas à Davy Jones para sobreviver, tornando-se um servisal no Holandês Voador, podendo desembarcar por 1 dia a cada 10 anos. O demônio do mar ainda era capaz de convocar e controlar o monstro marinho Kraken, para que seguisse seus funestos propósitos.
   Como um fato real, durante a Segunda Guerra Mundial, o contra-almirante nazista Karl Donitz, oficial de alto escalão da marinha alemã, comandante - general da Alcateia de Submarinos, reportou a seu chefe Hitler, que uma das suas tripulações mais "rebeldes" e atuantes de submarinistas, tinha comunicado e confirmado em Diário de Bordo de seu "Lobo do Mar", que não iria participar de uma batalha de corso em Suez, local alvo nazista, pois havia visto o tal Galeão, o Holandês Voador, e isso era um sinal - sinistro de fracasso naval. O que foi acatado com muita naturalidade, tanto por Adolf Hitler como pelo Grande Almirante Donitz. No ano de 1939, 100 nadadores que descansavam na Baía Falsa, na África do Sul, disseram ter avistado o Holandês Voador a todo o pano navegando contra o vento.
   O futuro rei da Inglaterra Jorge V e sua tripulação de 12 homens em seu navio, o HMS Inconstant, avistaram o navio-fantasma veleiro que navega contra o vento, segundo diário de bordo, no dia 11 de Julho de 1881 quando navegavam em torno da Austrália. George V e o seu irmão mais velho, o príncipe Albert Victor, estavam no decorrer de uma viagem de aprendizagem a bordo do HMS Bacchante, a qual teria a duração de três anos. Estavam acompanhados do seu tutor John Neale Dalton, o qual editou em 1886 o livro The Cruise of Her Majesty's Ship Bacchante, baseado nas anotações, diários e memórias dos jovens príncipes. Nesse livro a seguinte anotação, datada de 11 de Julho de 1881, na qual irei transcrever no original:
  
 ''At 4 a.m. the Flying Dutchman crossed our bows. A strange red light as of a phantom ship all aglow, in the midst of which light the masts, spars and sails of a brig 200 yards distant stood out in strong relief as she came up.
   ''Às 04:00 o Holandes voador cruzou nossos arcos. Uma estranha luz vermelha a partir de um navio fantasma todo incandescente, em meio à qual iluminar os postes, mastros e velas de uma brigue de 200 metros de comprimento se destacaram em relevo forte como ela surgiu.''
   Obviamente que para determinarmos se algo de paranormal ocorreu naquela noite de 1881, este relato vale muito pouco. Podemos atribuí-lo sem dúvida à imaginação do futuro rei, porventura algo aborrecido com a sua longa permanência no navio, embora seja possível que efetivamente algum tipo de fenómeno tenha sido presenciado. Afinal, é curioso que o príncipe George mencione na sua história não só que outras 13 pessoas do HMS Bacchante viram o estranho navio envolto numa luz vermelha, mas também que os navios Tourmaline e Cleopatra o tinham igualmente avistado. No entanto, na parte inicial do livro The Cruise of Her Majesty's Ship Bacchante, no local onde são referidas as mortes que ocorreram a bordo durante a viagem, estranhamente a morte do marinheiro que teria observado em primeiro lugar o navio fantasma não é mencionada... A lenda diz que o capitão Cornelius Vanderdecken foi amaldiçoado e condenado a vagar pelos mares para sempre, perdeu a noção de rota, a bússola rodopiou, e não aponta para lado nenhum desde aquela data.
   A lenda da embarcação-fantasma Holandês Voador é muito antiga e temida como sinal de falta de sorte e possui diversas versões. A mais corrente é do século XVII e narra que o capitão do navio se chamava Bernard Fokke, o qual, em certa ocasião, teria insistido, a despeito dos protestos de sua tripulação, em atravessar o conhecido Estreito de Magalhães, na região do Cabo Horn, que vem a ser o ponto extremo sul do continente americano. Ora, a região, desde sua primeira travessia, realizada pela navegador português Fernão de Magalhães, é famosa por seu clima instável e sua geleiras, os quais tornam a navegação no local extremamente perigosa. Ainda assim, Fokke conduziu seu navio pelo estreito, com suas funestas consequências, das quais ele teria escapado, ao que parece, fazendo um pacto com o Diabo, em uma aposta em um jogo de dados que o capitão venceu, utilizando dados viciados. Desde então, o navio e seu capitão teriam sido amaldiçoados, condenados a navegar perpetuamente e causando o naufrágio de outras embarcações que porventura o avistassem, colocando-as dentro de garrafas, segundo a lenda.
  O navio foi visto também em 1932 no Triângulo das Bermudas (região famosa por ser palco de diversos desaparecimentos de barcos, navios e até aviões) comandado pelo seu misterioso capitão. Este, segundo o marujo que o avistou, tinha a aparência de um rosto de peixe num corpo de homem, assim como seus tripulantes. Logo após contar esse relato, o marujo morreu. Uns dizem que foi para o reino dos mortos; outros, que hoje trabalha para o capitão do Holandês Voador.
Nos trópicos equatoriais existem lendas que surgiram no século XVIII sobre Davy Jones ser o capitão do Holândes voador, nessa lenda Davy Jones seria o capitão amaldiçoado do navio e estaria condenado a vagar para sempre no mar pela ninfa (rainha das sereias) do Mar Calypso, podendo desembarcar por 1 dia a cada 10 anos, essa é também a lenda utilizada no filme Piratas do Caribe.
Davy Jones Wallpaper by Unknown-Diva
Fonte: Monte Olimpo, Fato e Farsa e Wikipedia.