Contos de terror: Noite sinistra.

26/02/2015 01:21

O dia estava no fim, o sol estava perto de se por. Foi um dia cansativo, havia feito pilhas de relatórios na firma. Enfim… Uma ex-colega de faculdade, Lucia, me ligou, me convidando para sairmos e tomar uma cerveja. No início eu não quis, mas depois dela insistir um tanto eu aceitei.

Saímos, conversamos um monte, e tomamos mais do que só uma cerveja, apesar de ainda ser quarta-feira. Ela contou que estava namorando um cara chamado Robson, ou Rogério, não lembro ao certo, mas isso não importa.

Depois disso eu fui para casa, depois de deixar Lucia em casa… Já eram 00h12, e meu carro apagou do nada. Tentei por várias vezes ligá-lo novamente, mas sem sucesso. Quando parei para analisar, tinha acabado o combustível. – Pronto, era o que me faltava! – Eu disse um pouco irritada.

Mas minha casa ficava a duas quadras dali, então resolvi deixar o carro ali e ir andando, amanhã eu daria um jeito naquela situação. Estava frio, ventando, eu queria chegar logo em casa; De repente eu senti medo, assim… Do nada, simplesmente… Medo!

Acelerei o passo, meu sapato fazia aquele som “toc… toc… toc…” Um som comum, mas naquele momento me causava horror, ecoava na minha cabeça como se tivesse dentro de mim. Diminuí o ritmo do meu caminhar, para ver se aquela sensação de horror, causada pelo som do sapato passava… Não adiantou.

Então voltei a andar rápido. Quando estava na frente de casa, olhei para trás, para dar mais uma olhada no meu carro; Quando me voltei para frente, ligeiramente, vi um vulto. Assustei-me, mas no mesmo instante vi que era o meu cílio postiço que teria descolado; então o tirei completamente, e, como estava nervosa, o joguei fora. Entrei em casa, abri a geladeira, enchi um copo d’água, olhei pela janela, e vi meu portão aberto. – Ainda por cima esqueci de fechar o portão – Fiquei mais nervosa do que já estava. Deixei tudo isso de lado e resolvi ir dormir.

As horas passavam, eu não conseguia dormir, embora estivesse com muito sono, um pouco zonza, fui até a cozinha para beber um pouco de água. Olhei novamente pela janela e o portão estava fechado, na hora nem me toquei, pois estava desnorteada de sono; depois disso consegui dormir.
Os dias seguiram normais, trabalho, casa… Mas uma coisa não estava de acordo…

Eu não estava dormindo bem, e tinha pesadelos frequentemente. Mas durante o dia não tinha sono! Com o passar do tempo os pesadelos foram aumentando, e ficando mais reais. Algumas vezes eu via alguém nos corredores da minha casa, mas nem ligava, pois estava crente que era apenas um sonho.

Até que uma madrugada, eu acordei na cozinha, sem saber como teria chegado lá, até por que ao acordar eu estava em pé, e com uma faca na mão. Quando abri os olhos e vi tal objeto na minha mão, larguei-o, voltei correndo para o meu quarto, e pus-me a chorar…

Pensei em ligar para alguém, mas meu telefone estava na sala, e eu não queria sair dali, pois estava com muito medo. Tentei me distrair e esquecer do acontecido cantando músicas que eu gostava, lembrando de momentos felizes, mas era estranho, pois não conseguia, como se tais pensamentos fugissem da minha cabeça. Foi a noite mais longa da minha vida.

No outro dia, eu fui trabalhar, não tinha dormido nada esta noite. Meu chefe notou minha indisposição e mandou que eu tirasse o dia de folga… Resolvi ir para casa da minha mãe, conversar um pouco, contar o que aconteceu…

Minha mãe me disse para “conversar com Deus”, mas eu não acreditava nele, e não acreditaria agora só por que estava com problemas. Fui para casa, com muito medo, liguei a TV, acendi todas as luzes, e me deitei… Dormi rápido, por um momento me senti aliviada, mas de repente de novo… Eu acordo na cozinha, em pé, com a faca na mão! Mas dessa vez, a faca estava suja de sangue… Meu sangue!

Olhei para minhas mãos e meus pulsos estavam cortados. Não entendi o porquê, mas eu ri… Olhei para frente, havia um homem ali, de terno, me olhando e… rindo comigo. Nunca entendi aquilo. E hoje, depois dessa horrorosa e misteriosa morte, eu mando a seguinte mensagem: NÃO OLHE PARA TRÁS!

Fonte minilua