Inacreditável: Cientistas revelam o dinossauro mais bem preservado do mundo (talvez uma das maiores descobertas já feitas nos últimos tempos)

15/05/2017 08:33

Um grupo de geólogos revelou aquele que é, provavelmente, o dinossauro mais bem conservado da história. Depois de ter passado cerca de 110 milhões de anos soterrado, este dinossauro herbívoro e quadrúpede apresenta um incrível estado de preservação.

"Eu nunca vi nada assim", acrescentou um paleontólogo da Universidade de Bristol, no Reino Unido.

 

Os cientistas não têm muitas informações sobre a morte do dinossauro mas, de alguma forma, o corpo do animal acabou no fundo de um mar antigo em Alberta, no Canadá.
 
De acordo com os especialistas, os minerais mantiveram os restos mortais do animal incrivelmente intactos, e transformaram gradualmente o corpo num fóssil. Quando o dinossauro foi descoberto, em 2011, os cientistas rapidamente perceberam que era o melhor preservado do gênero.
 
 
“É basicamente uma múmia de dinossauro – é realmente excepcional”, diz Don Brinkman, diretor de preservação no Royal Tyrrell Museum.
 
O nodossauro foi uma espécie de dinossauro herbívoro e quadrúpede que viveu durante a primeira metade do período Cretáceo. Media cerca de 5 metros, tinha 1,7 metros de altura e pesava cerca de 1,5 toneladas.
 
Como observado pela National Geographic, este grupo de herbívoros pesados, que andavam sobre as quatro patas, provavelmente se assemelhavam a um cruzamento entre um lagarto e um leão.
 
 
Era dotado de dois chifres laterais situados na área do pescoço e foi um dos primeiros dinossauros a desenvolver uma armadura protetora nas costas, sendo assim um ancestral dos anquilossauros.
 
"Esses caras eram como tanques de quatro patas", disse o pesquisador de dinossauros Ray Stanford ao The Washington Post em 2012.
 
 
O dinossauro, com a “armadura” e o intestino fossilizados intactos, veio de uma escavação realizada há seis anos nas areias do norte de Alberta, que no passado terá sido o fundo de um mar. A área está repleta de fósseis desde o início dos registos.

 

“Um mineiro viu um bloco com um padrão engraçado e entrou em contacto com um geólogo”, destacou Brinkman. O fóssil, fotografado para a nova edição da revista National Geographic, está exposto desde sexta-feira num museu de Alberta.
 
 
A lei de Alberta designa todos os fósseis como propriedade da província, não dos proprietários da terra onde são encontrados. A maioria é descoberta depois de ser exposta pela erosão, mas a mineração também provou ser um benefício para os paleontólogos.
 
Don Brinkman disse que o museu foi muito cuidadoso para não inibir a atividade industrial da zona ao recuperar fósseis, para que os trabalhadores não tenham medo de os informar quando encontram algo “estranho”.
 
"É como ganhar na loteria" escreveu Michael Greschco para a National Geographic (...)