Cemitério com Mais de um Milhão de Múmias

24/12/2014 11:02

Um grupo de arqueólogos da Universidade Brigham Young dos Estados Unidos, realizou uma espetacular descoberta: um cemitério com mais de um milhão de múmias egípcias.

 

A imagem acima mostra uma pequena múmia de uma criança de 18 meses de idade. Com um colar e braceletes em ambos braços. Foi enterrada com muitos cuidados, o que evidencia o esmero de seus entes queridos por lhe dar uma sepultura digna.

 

O cemitério chamado Fag El-Gamous, que significa "caminho do búfalo d'água", foi escavado pelos arqueólogos da citada universidade por cerca de 30 anos. Algumas das múmias encontradas datam da época em que o Império Bizantino reinou no Egito do século I até o VII depois de Cristo. "Estamos bastante seguros de que temos mais de um milhão de enterros dentro deste cemitério. É grande e denso", assinalou o diretor do projeto Kerry Muhlestein.

 

 

De acordo com os pesquisadores, este cemitério não era um local de enterro de reis, a maioria foram feitos sem conjuntos de roupas e sem ataúdes, não baixados às sepulturas já mumificados, mas sim, que foi o meio árido o que o fez. "Não acho que chamaria realmente o que passou nestes enterros como mumificação" assinalou Muhlestein e acrescentou "se queremos usar o termo vagamente, então foram 'mumificados'". 

 

Apesar do baixo status social dos sepultados, os pesquisadores acharam items refinados, incluindo linho, vidro e inclusive coloridas botinhas desenhadas para uma criança. "Grande parte de suas riquezas, por mais pequenas que fossem, foram lançadas nestes sepulcros", destacou Muhlestein.

 

Uma múmia de mais de 2 metros 

 

A equipe de Brigham Young escavou mais de 1,000 múmias nas últimas décadas, e isto significa que há mais material disponível do que pode ser classificado, analisado e publicado. Uma das descobertas que não foi publicada é o de uma múmia cuja altura supera os 2 metros. "Uma vez encontramos um homem que tinha mais de 2 metros, tão alto que não cabia na cova onde foi enterrado e foi dobrado para que se encaixasse", explicou Muhlestein.

 

 

Essa era uma altura extraordinária dada a nutrição geralmente paupérrima dessa gente. É mais, ainda com uma nutrição normal, continua sendo um achado incomum. "A grande altura pôde ser produto de uma condição médica que causou excesso do hormônio de crescimento; ainda precisamos pesquisar mais a fundo o assunto para determinar isto com certeza", assinalou o diretor do projeto.

 

Múmias loiras e ruivas 

 

Enquanto escavar e publicar as descobertas feitas no enorme cemitério representa um grande desafio, também outorga aos arqueólogos muitas oportunidades de estudo. Por exemplo, a equipe encontra-se atualmente nas primeiras etapas da criação de um banco de dados de todas as múmias descobertas até o momento. Quando a base esteja completa, esta ajudará os pesquisadores a estabelecerem padrões de enterro na área.

Embora incompleto ainda, o banco de dados já tem dado resultados intrigantes. Muhlestein disse que ele e os outros pesquisadores notaram que "todos os sepulcros de múmias loiras eram agrupados em uma só zona, enquanto outras com cabelos avermelhados eram congregadas em uma área diferente". 

 

Estes padrões são muito interessantes porque indicam que talvez tenham existido divisões por famílias ou grupos genéticos. "Estamos muito atrasados em publicar todos os achados, mas estamos tratando de pôr em dia e dar a conhecer a nossos colegas e ao público tão rápido quanto possível", concluiu Muhlestein.

 
Fonte: Curionautas