Bigfoot, agentes governamentais e gigantes

29/04/2016 16:46
 
 
 
 
Em meados da década de 1950, surgiu um relato altamente anormal e breve de natureza criptozoológica.  Ele veio de C.S. Lamber.  O assunto?  O homem-besta mais famoso do mundo.  Estamos falando de Bigfoot, é claro.
 
Em 1954, Lambert comentou sobre seu conhecimento a respeito de atividade muito estranha, não muito longe da cidade canadense de Vancouver, na Columbia Britânica. Foi uma atividade que, supostamente, ocorreu durante quase duas décadas antes, em 1935.  Apesar do relato de Lamber ser breve, ele contém um punhado de ‘jóias’ intrigantes de materiais que poderiam ainda potencialmente valer a pena serem investigadas – mesmo décadas após ele ter contado sua história.  Particularmente assim, porque ela revolvia ao redor de um bando de gigantes violentos e misteriosos.
 
Lambert escreveu: “Após uma série de relatos alarmantes de que esses gigantes estavam rondando Harrison Mills, 80 km ao leste de Vancouver, os moradores perturbados pelos seus uivos similares a lobos, e pela destruição de propriedade, organizaram um grupo de vigilantes para seguir os saqueadores.  Porém, nenhuma espécie de tribo primitiva foi capturada, e muitas pessoas se tornaram céticas da existência de gigantes”.
 
O termo ‘tribo primitiva’ poderia ser interpretado para descrever um bando de gigantes humanos.  Mas, como veremos agora, Lambert então focou sua atenção em direção a ‘gigantes peludos’ e Sasquatch.  Ele continuou: “De acordo com Allen Roy Evans, do Montreal Standard, os índios agora estão muito sensíveis a quaisquer imputações direcionadas à sua veracidade neste assunto.  Durante o Século XIX eles estavam prontos para responder aos questionadores tudo que sabiam a respeito dos homens Susquatch [sic]; mas hoje eles estão mais reservados, e falam somente aos agentes governamentais sobre o assunto.  Eles asseguram que os ‘Índios Selvagens’ estão divididos em duas tribos, cuja rivalidade entre si mantém seu número de habitantes baixo, e assim previne que eles se tornarem uma ameaça para outros”.
 
Lambert também falou isto: “Expedições foram organizadas para rastrear os homens Susquatch [sic] até seu covil nas montanhas; mas os índios empregados para guiar estas expedições invariavelmente deserdavam antes de alcançarem a zona de perigo.  Porém, certas grandes cavernas foram descobertas, com paredes de pedra feitas à mão dentro delas, e rochas especialmente formadas para se encaixarem nas entradas, como portas.  A dificuldade da penetração ao coração do distrito das Montanhas Morris é muito grande.  O terreno é cortado por desfiladeiros profundos e ravinas quase intransitáveis; é fácil de se perder, e difícil de fazer algum progresso substancial por muito tempo em qualquer direção”.
 
Bigfoot?  Gigantes peludos?  Nativos americanos do tamanho de Golias?  As linhas estão definitivamente desfocadas.
 
Embora inegavelmente curto – e faltando dados específicos – o relato de Lambert permanece interessante.  Vamos dar uma olhada em suas palavras.  Seria muito interessante conhecer quem eram os, assim chamados, “Agentes Governamentais”, com quem, de acordo com Lambert, os nativos americanos estavam compartilhando suas histórias.  Lendas sobre interesse oficial secreto no Bigfoot aparecem de tempos em tempos.  O livro de 2010 de Stan Gordon, Silent Invasion, documenta um número de casos similares.  Talvez as palavras de Lambert descrevam tais exemplos.  Onde, precisamente, nas montanhas, estavam essas “certas grandes cavernas” que tinham “paredes de pedra feitas à mão dentro delas”?  E sobre essas “rochas especialmente formadas para se encaixarem nas entradas, como portas” ?
 
Seja por desejo de não revelar muito, ou devido à falta de dados sólidos, é uma lástima que Lambert escolheu tantalizar seus leitores com meros fragmentos do que poderia muito bem ter sido uma história muito maior, de proporções significativas.  Talvez, em algum lugar, velhos arquivos de Lambert ainda existam.  Se for o caso, ele poderia oferecer maiores detalhes sobre esses misteriosos gigantes e aquelas grandes cavernas.  Talvez, até mesmo evidências das cavernas criadas ou modificadas por criaturas Bigfoot.  A questão que cerca a comunicação de Lambert são muitas.  As respostas, porém, são praticamente zero.  Talvez alguém lá fora, lendo isto, irá tomar o desafio de cavar mais profundamente no relato provocador de C.S. Lambert.  Pode ainda haver surpresas a serem descobertas.