As perspectivas aumentaram : Um novo estudo sugere que o numero de civilizações extraterrestres no universo pode chegar a trilhões

22/05/2016 11:31
"Nós realmente sabemos que praticamente de todas as estrelas no céu, teremos pelo menos um planeta com anfitriões ..." - astrônomo Adam Frank, co-autor do estudo.
 
Alegrem-se os caçadores de extraterrestres, a possibilidade de que a Terra não seja o único planeta habitado por uma civilização inteligente ganhou mais credibilidade graças a um novo estudo que coincide com as recentes descobertas planetárias da NASA. O novo estudo, publicado no Jornal Astrobiology propõe que mais planetas em nossa galáxia abriguem civilizações avançadas do que qualquer um imaginava anteriormente.
 
Woodruff Sullivan e Adam Frank olharam para as recentes descobertas de mundos potencialmente habitáveis da NASA e consideraram maior as chances de que civilizações sofisticadas poderiam ter habitado-os ou ainda o fazem.
 
"O que mostramos foi o primeiro passo sobre a probabilidade de uma civilização se formar em algum planeta recentemente descoberto" Diz Frank, professor de física e astronomia da Universidade de Rochester, ao The Huffington Post em um email.
 
"Se nós não somos a única civilização na história cósmica, o que nós calculamos é a natureza real de probabilidades. Mas, se a probabilidade real é maior do que o esperado, então civilizações teriam acontecido até bem antes."
 
De acordo com Frank, o número potencial de planetas que orbitam sua estrela a uma distância habitável é impressionante.
 
Isto levanta esperanças de que um desses planetas possa abrigar vida extraterrestre, e com um pouco de sorte, poderemos chegar até a descobrir uma civilização alienígena avançada habitando um desses planetas.
 

A Equação de Drake;

Uma das equações mais famosas que lidam com a possibilidade de vida alienígena existente no universo é a Equação de Drake. Foi criada pelo astrônomo Frank Drake em 1961, e estima o número de planetas que podem ser o lar de civilizações alienígenas avançadas com a capacidade de se comunicar com outras civilizações no cosmos.
 
No entanto, Frank modificou a equação de Drake a partir da implementação de novos dados nela. Como a equação de Drake analisa a possibilidade de civilizações avançadas existentes na Via Láctea, a equação proposta por Frank e Sullivan pode ir além, e calcular o número possível de civilizações alienígenas avançadas que existiu em nossa galáxia ao longo de toda a história "conhecida" do universo.
 
As chances de que ninguém esteja lá fora, são muito, muito pequenas... E diminui as chances a cada dia com as novas descobertas
 
Com todo os recursos adequados que vemos lá fora, se somos o único lugar com vida inteligente, então nós realmente ganhamos a maior de todas as loterias. " - Seth Shostak, astrônomo - SETI.
 
Cientistas consideraram o seguinte na Equação de Drake :
 
N
 
O número de civilizações na galáxia cujas emissões eletromagnéticas são detectáveis.
 
R *
 
A taxa de formação de estrelas adequadas para o desenvolvimento de vida inteligente, em estrelas por ano.
 
fp
 
A fração dessas estrelas com sistemas planetários.
 
ne
 
O número de planetas, por sistema solar, com um ambiente adequado para a vida.
 
fl
 
A fração de planetas adequados em que a vida realmente aparece.
 
fi
 
A fração de planetas com vida em que a vida inteligente emergiria.
 
fc
 
A fração de civilizações que desenvolveria uma tecnologia que liberaria sinais detectáveis de sua existência no espaço.
 
l
 
O período de tempo em que tais civilizações liberariam sinais detectáveis para o espaço, em anos.
 
Escrevendo ao Astrobiology, Frank e Sullivan completam:
 
"Recentes avanços em estudos de exoplanetas forneceram fortes restrições sobre todos os termos astrofísicos na equação de Drake. Usando estes e modificando-se a formula e intenção da equação, montamos um novo limite na probabilidade de que uma ou mais espécies tecnológicas evoluíram em qualquer lugar e em qualquer momento na história do Universo observável. "
 
Os dois pesquisadores escreveram sobre o que eles chamam de: " Frequência cósmica de espécies tecnológicas"
 
"Para nós, há muita chance de encontrarmos uma outra civilização tecnológica ativa 'contemporânea', e elas devem estar por aqui a muito mais tempo do que nós", disse Sullivan.
 
Temos procurado vestígios de civilizações alienígenas avançadas, na esperança de descobrir que não estamos sozinhos.
 
"Com tantas estrelas e planetas enchendo o cosmos, nos confunde a mente pensar que somos a única vida inteligente a ter surgido," Alega o astrônomo Seth Shostak do SETI ao HuffPost em um email.
 
No entanto, Shostak nos diz para não sermos excessivamente otimistas ou pessimistas sobre as pesquisas da SETI sobre sinais inteligentes de nossos vizinhos cósmicos.
 
"As chances de que ninguém esteja lá fora, são muito, muito pequenas. É um pouco parecido como se olhássemos para uma formiga do lado de fora de seu formigueiro, vendo a enorme quantidade de terra que se estende em todas as direções e pensar que em sua casa é a única formiga que existe, em seguida, acreditar que a sua própria existência é meramente um milagre", disse Shostak ao HuffPost.