9 coisas que você imaginava errado a respeito de Satã

29/01/2015 02:33

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Ah, o capeta é tão incompreendido. E não que gostemos dele: por favor, não entendam errado (até porque ele não passa de uma metáfora), mas acontece que a imagem de Satã como o anjo caído Lúcifer, que nem era anjo, não é exatamente “oficial”. Nem muito menos um ser vermelho, com um tridente e chifes.

Na verdade, Satã seria um mero pecador que estaria destinado a sofrer no inferno eternamente, jogado num lago de fogo, e não reinar no submundo. Pra conhecer outros erros de concepção clássicos, confira aqui os maiores mitos sobre Satã:

O pentagrama não é necessariamente um símbolo satânico

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Muito antes de estar relacionado com o ocultismo e o diabo, o pentagrama era um símbolo famoso entre alquimistas, e mesmo entre católicos era considerado sagrado, representando os 5 pontos onde Cristo teria sido ferido. Os Mórmons, por exemplo, consideram esse um símbolo sagrado e o utilizam largamente em sua arquitetura.

Entretanto, como aconteceu com a suástica nazista, que na verdade era um símbolo comum desde o Egito, o pentagrama foi associado ao desenho de um bode com chifres – supõe-se que pela primeira vez em 1897, no livro La Clef de La Magia Noire - e desde então foi associado a satanistas e bruxaria.

A cabeça de bode também é bastante recente

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Apesar de haver citações aos ídolos em formato de bode, como em Leviticus 17:7, a imagem é (novamente) uma distorção de Baphomet, deus da antiguidade que representa a virilidade, o qual um grupo de cultistas estaria adorando durante a Idade Média, causando a perseguição do Papa da época.

Entretanto, dos 231 cavaleiros templários acusados, que comporiam a ordem, apenas 12 admitiram (sob intensa tortura) reconhecer vagamente a imagem mitológica.

Já o nome Baphomet, em si, é uma adaptação feita pelo ocultista Eliphas Levi, que usou o nome e imagem dos deuses egípcios Banedbjedet e Amon.

Os cristãos não se inspiraram em Pan para criar a imagem de Satã

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Apesar das semelhantes serem inúmeras, das pernas de bode aos chifres, o filho do deus Hermes, Pan, não seria a inspiração para o Diabo, e sim para Jesus. Afinal, Pan era um deus do pastoreio e recebia rezas pedindo pro proteção contra ataques de lobos, podendo ser associado também ao “São Bartolomeu” do cristianismo.

O número dele não é 666

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O número, idolatrado, temido e reproduzido ao redor do mundo há séculos, não passa de um erro de tradução. Na verdade, o número do Anticristo é 616, e não 666.

Na verdade, ele é uma criptografia numerológica, ou seja, um código representado por um número, e o que 616 quer dizer é “Nero”. Isso porque, nos tempos bíblicos, o temido imperador era considerado o próprio diabo encarnado, especialmente para os cristãos.

Na escrita original do nome, em grego – Nero Kesar – sem vogais (NRWN QSR), o corresponde numerológico é 666. Entretanto, se traduzida em hebreu ou latim – as linguagens originais – é 616.

Lúcifer e Satã não são a mesma coisa

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Na verdade, a única ocorrência do nome Lúcifer na Bíblia é em Isaía 14:12, que diz “Como caíste desde o céu, ó Lúcifer, filho da alva! Como foste cortado por terra, tu que debilitavas as nações!”. Entretanto, de acordo com historiadores, a tradução do texto original em hebreu mostra que essa é uma metáfora para um rei da Babilônia que perseguia os Israelitas.

Entretanto, quando foi transferido pelos cristãos, o texto passou a se referir ao rei como um anjo, que teria caído do céu literalmente, e não apenas de seu trono, como o texto original dizia. É possível verificar os registros históricos do rei Helal, que, traduzido, significa “estrela da manhã” (Vênus), o mesmo que “Lúcifer”(como Vênus era chamada pelos romanos), comprovando a informação. Até então, Lúcifer não tinha nenhuma associação com o “capeta”, que também não é citado na Bíblia.

A Igreja de Satã não cultua Satã

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Imagens populares para satanistas envolvem sacrifícios de animais e até humanos, beber o sangue de vítimas, realizar orgias e outros tipos de atos sexuais considerados tabus e magia negra, coisas que, de acordo com a Igreja de Satã, não fazem parte dos costumes de seus membros.

De acordo com o site oficial da “religião”, Satã é visto para eles como uma figura ficcional, que representa os prazeres e desejos carnais e a capacidade de conquistá-l0s no reino terreno, ou seja, uma figura para o materialismo, e não necessariamente para a maldade. “Satanismo não é feito para bobos, ele requer estudo, e não fé”.

A cruz invertida é um símbolo de respeito

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Na verdade, a cruz invertida não representa um escárnio da crucificação ou seu inverso. A cruz normal representa a humildade, já que São Pedro foi crucificado em Roma e pediu para ser colocado de cabeça para baixo, pois não merecia ser comparado a Jesus.

É por isso que há uma grande cruz invertida no trono e em vários objetos do Papa, representando a humildade, e não uma ligação estranhamente óbvia com o satanismo.

Os demônios não seriam tão maus

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De acordo com o livro de invocação de demônios Goetia: A Chave Menor de Salomão (ou Lemegeton), o templo do Rei Salomão teria sido o mais inteligente e culto dos governantes, e conseguia se comunicar com homens, anjos e demônios com a mesma facilidade.

O seu palácio teria sido construído com a ajuda de demônios, em especial um chamado Asmodeus, que, com mais 71 outros comparsas infernais, seriam os responsáveis pela construção do templo do rei.

Entre eles, Buer, que ensina propriedades de cura e medicinais baseadas em ervas, Eligos, que aparece como um cavaleiro e pode revelar o futuro e até Naberius, que é capaz de ensinar a arte da retórica e devolver posições de prestígio perdidas. Não parecem tão maus assim, certo?

Não é o destino de Satã reinar no inferno

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Quando ele é chamado de “príncipe da escuridão” ou “príncipe do inferno”, o nome faz referência ao episódio fatídico no qual Cristo retornará e “destruirá” Satã. Entretanto, isso não significa matá-lo, e sim purificá-lo e levá-lo ao juízo, ou seja, ele sofreria no inferno, e não o comandaria. Seu destino, de acordo com a Bíblia, seria ser jogado num lago de fogo do inferno, não passando de outra alma amaldiçoada, como a de um humano pecador qualquer.

Fonte: Fatos desconhecidos