5 ruídos estranhos que a Ciência não consegue explicar

25/11/2014 23:12
1 – Quacker
 
 
Quem batizou o estranho ruído acima de “quacker” foram os — então — soviéticos, e ele foi percebido por membros da tripulação de diversos submarinos que passaram pelo Ártico e Antártico. Descoberto durante a Guerra Fria graças à tecnologia criada para captar sinais suspeitos, dizem que o tal barulho apenas era registrado quando as embarcações transitavam por determinados locais e que ele se parecia com o coachar dos sapos.
 
Em um primeiro momento, visto que tanto soviéticos como norte-americanos faziam todo o possível para que seus submarinos não fossem descobertos uns pelos outros, acreditava-se que o tal ruído fosse gerado por alguma tecnologia de detecção. No entanto, o quacker parecia reagir às embarcações, como se tentasse evitá-las, esquivando-se dos sonares.
 
Além disso, como a velocidade do barulho era de cerca de 200 quilômetros por hora, concluiu-se na época que o quacker não podia ser produzido por outra embarcação. Os ruídos estranhos desapareceram na década de 80 e, embora muitas teorias surgissem para explicar sua procedência — variando entre tecnologias militares supersecretas e animais marinhos e até alienígenas —, o fenômeno nunca foi explicado completamente.
 
2 – Slow Down
 
 
 
O ruído acima foi registrado pela primeira vez pela NOAA — Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA — no Pacífico equatorial no final da década de 90 e recebeu o nome “slow down” porque, após cada sete minutos aproximadamente, o som lento decresce em frequência.
 
Embora o slow down tenha sido detectado em 15°S 115°O exatamente, sua origem continua sendo desconhecida. Uma das teorias é a de que o ruído seja provocado pelo gelo do Ártico se movendo sobre a terra, mas os cientistas ainda não conseguiram comprovar se essa realmente é a origem do estranho som.
 
3 – Bloop
 
 
 
Também detectado pela NOAA, o “Bloop” foi um ruído registrado diversas vezes durante o final da década de 90 cerca de 1,7 mil quilômetros a oeste do Chile, próximo a 50°S 100°W. Esse misterioso barulho se caracterizava por ser de frequência ultrabaixa e extremamente poderoso — já que pôde ser captado por sensores localizados a mais de 5 mil quilômetros de distância —, sendo oriundo de uma profundidade de 4,3 mil metros.
 
Tanto a natureza como as características do bloop podem ser comparadas aos sons produzidos por animais marinhos. Contudo, nem mesmo as baleias azuis, as maiores criaturas vivas do planeta, são capazes de reproduzir esse ruído. O barulho nunca mais foi detectado e, apesar de a teoria mais aceita para explicar o fenômeno sera de que ele tenha sido gerado por sismos glaciais, o bloop continua sendo um mistério.
 
4 – UVB-76
 
 
 
Esse é o nome de uma misteriosa estação de rádio de ondas curtas que transmite o monótono sinal que você acabou de ouvir na frequência 4.625 kHz durante 24 horas por dia desde a década de 80. Cada zumbido dura 0,8 segundo e se repete — em média — 25 vezes por minuto, com pausas de 1 a 1,3 segundo entre cada repetição antes de o ciclo começar novamente.
 
Muito ocasionalmente, o sinal é interrompido por mensagens de voz em russo e, às vezes, é possível ouvir o que parecem ser conversas ao fundo, o que sugere que o sinal é gerado por algum dispositivo posicionado próximo a um microfone aberto. A localização do transmissor só foi descoberta em 1997, e ele se encontra em Povarovo, na Rússia.
 
A transmissão do sinal continua até os dias de hoje, e ninguém conseguiu explicar ainda o que os zumbidos e as raras mensagens de voz significam. Uma das teorias seria a de que se trata de uma estação espiã ou, ainda, de um canal mantido para a transmissão de mensagens em código enviadas por militares russos.
 
5 – Baleia dos 52 Hertz
 
 
 
O som acima, registrado pela primeira vez por uma equipe do Oceanográfico de Woods Hole em 1989, foi atribuído a uma baleia — descrita como a mais solitária do mundo — cuja espécie não foi identificada. O que torna este ruído tão especial é o fato de que ele seja produzido na frequência de 52 Hz, ou seja, a vocalização deste indivíduo misterioso é muito mais alta do que a da maioria das baleias, que normalmente variam entre 15 e 20 Hz.
 
Além disso, embora a trajetória da baleia solitária seja conhecida — ela é detectada todos os anos no Oceano Pacífico entre agosto e dezembro, viajando para o norte, até as Ilhas Aleutas e ao Arquipélago de Kodiakos, e até a costa da Califórnia ao sul —, seus padrões de trajetória e o ritmo não estão relacionados com os deslocamentos de outras espécies. Uma possibilidade é que se trate de um animal único, possivelmente um híbrido ou com alguma malformação.
 
FONTE(S)Top Tenz The Huffington PostWeb Urbanist The Richest/ Mega Curioso
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