25 fatos assustadores sobre o "Desastre de Chernobyl"

15/08/2014 15:04
No fatídico dia 26 de abril de 1986, o mundo testemunhava o pior desastre humano feito na história e os efeitos ainda são sentidos hoje. Aqui estão 25 fatos que você não pode saber sobre o acidente de Chernobyl.

 

1. O desastre de Chernobyl continua sendo o único incidente nível 7 na Escala Internacional de Eventos Nucleares (INES), tornando-se o maior desastre provocado pelo homem em toda a história.

2. O desastre lançou pelo menos 100 vezes mais radiação do que as bombas atômicas lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki.

3. A chuva nuclear do desastre caiu até mesmo na Irlanda.

4. Não é de se surpreender que o acidente custou a União Soviética centenas de bilhões de dólares.

 

5. 800.000 homens arriscaram suas vidas para se expor à radiação a fim de conter a situação. 25.000 deles morreram e 70.000 estão inativos.

6. 20% dessas mortes foram suicídios.

7. O grupo ambientalista Greenpeace coloca o eventual número de mortos em 93 mil por câncer no mundo inteiro.

8. Algumas pessoas voltaram para a área afetada com as suas famílias, a fim de tirar proveito do benefício de compensação do governo.

 

9. Há planos de usar as áreas imediatamente em torno do reator para atividades como processamento de resíduos radioativos ou o desenvolvimento de reservas naturais.
10. Mais de 5 milhões de pessoas vivem em áreas que são consideradas "contaminadas" com material radioativo do acidente.

11. O acidente nuclear de Chernobyl é conhecido como o pior e mais grave acidente  da história nuclear.

12. A região tornou-se um dos santuários da vida selvagem mais exclusivos do mundo, com prósperas populações de lobos, veados, castores, águias e outros animais.

 

13. Cada casa renovada em Chernobyl hoje tem uma inscrição sobre ela com o nome do antigo proprietário do imóvel.

14. O vazamento de radiação fez com que uma floresta próxima ganhasse uma cor de gengibre brilhante. Assim, a floresta foi nomeada "Floresta Vermelha".

15. Hoje, o impacto do sofrimento psíquico do acidente é o maior problema de saúde pública da região.

 

16. Muitos médicos em toda a Europa Oriental e União Soviética aconselharam as mulheres grávidas a realizar abortos para evitar ter filhos com defeitos congênitos.

17. Incrivelmente, a taxa global de mortes por câncer e outros efeitos sobre a saúde relacionados ao acidente de Chernobyl é menor do que inicialmente se temia.

18. A Bielorrússia recebeu 70% da contaminação de Chernobyl.

19. De acordo com o Nuclear Regulatory Comission (NRC), 28 dos trabalhadores de Chernobyl morreram nos quatro meses após o acidente.

 

20. O Greenpeace espera até 60 mil casos de câncer de tireóide causados pelo incidente

21. Cerca de 97% do material radioativo permanece em um sarcófago em ruínas.

22. Mais 9.000 mortes por câncer são esperadas pelo Fórum Chernobyl, liderado pela ONU. No entanto, este valor é controverso.

23. 200 toneladas de materiais radioativos estão ainda dentro do reator.

24. O último reator de Chernobyl foi fechado em 2000.

25. Autoridades dizem que pode demorar até 100 mil anos antes que o local esteja completamente livre da radiação.
Fonte : http://www.blogblux.com.br/2014/06/25-fatos-incriveis-que-voce-deveria.html

 

História:

Os impactos do acidente em Chernobyl ainda preocupam autoridades e ambientalistas

Os impactos do acidente em Chernobyl ainda preocupam autoridades e ambientalistas.

 

 

No ano de 1986, os operadores da usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, realizaram um experimento com o reator 4. A intenção inicial era observar o comportamento do reator nuclear quando utilizado com baixos níveis de energia. Contudo, para que o teste fosse possível, os responsáveis pela unidade teriam que quebrar o cumprimento de uma série de regras de segurança indispensáveis. Foi nesse momento que uma enorme tragédia nuclear se desenhou no Leste Europeu.

Entre outros erros, os funcionários envolvidos no episódio interromperam a circulação do sistema hidráulico que controlava as temperaturas do reator. Com isso, mesmo operando com uma capacidade inferior, o reator entrou em um processo de superaquecimento incapaz de ser revertido. Em poucos instantes a formação de uma imensa bola de fogo anunciava a explosão do reator rico em Césio-137, elemento químico de grande poder radioativo.

Com o ocorrido, a usina de Chernobyl liberou uma quantidade letal de material radioativo que contaminou uma quilométrica região atmosférica. Em termos comparativos, o material radioativo disseminado naquela ocasião era assustadoramente quatrocentas vezes maior que o das bombas utilizadas no bombardeio às cidades de Hiroshima e Nagasaki, no fim da Segunda Guerra Mundial. Por fim, uma nuvem de material radioativo tomava conta da cidade ucraniana de Pripyat.

Ao terem ciência do acontecido, autoridades soviéticas organizaram uma mega operação de limpeza composta por 600 mil trabalhadores. Nesse mesmo tempo, helicópteros eram enviados para o foco central das explosões com cargas de areia e chumbo que deveriam conter o furor das chamas. Além disso, foi necessário que aproximadamente 45.000 pessoas fossem prontamente retiradas do território diretamente afetado.

Para alguns especialistas, as dimensões catastróficas do acidente nuclear de Chernobyl poderiam ser menores caso esse modelo de usina contasse com cúpulas de aço e cimento que protegessem o lugar. Não por acaso, logo após as primeiras ações de reparo, foi construído um “sarcófago” que isolou as ruínas do reator 4. Enquanto isso, uma assustadora quantidade de óbitos e anomalias indicava os efeitos da tragédia nuclear.

Buscando sanar definitivamente o problema da contaminação, uma equipe de projetistas hoje trabalha na construção do Novo Confinamento de Segurança. O projeto consiste no desenvolvimento de uma gigantesca estrutura móvel que isolará definitivamente a usina nuclear de Chernobyl. Dessa forma, a área do solo contaminado será parcialmente isolada e a estrutura do sarcófago descartada.

Apesar de todos esses esforços, estudos científicos revelam que a população atingida pelos altos níveis de radiação sofre uma série de enfermidades. Além disso, os descendentes dos atingidos apresentam uma grande incidência de problemas congênitos e anomalias genéticas. Por meio dessas informações, vários ambientalistas se colocam radicalmente contra a construção de outras usinas nucleares.

Fonte: Brasil escola e Blogblux