A inacreditável Operação Prato

10/05/2016 23:49

Operação Prato: Ataques de "Chupa-Chupa", Investigação Militar, Fotos, Documentos Oficiais Liberados e muito mais

 
 
 
 
 
 

O que estava acontecendo em Colares-PA?

 
Colares é um município do estado do Pará que fica em uma ilha. O ano é 1977 e população é pequena, menos de 10 mil pessoas, que sobrevivem da pesca, e são muito pobre e supersticiosas. Suas vidas eram pacatas e serenas, sem muito luxo. E Colares-PA continuaria sendo um dos milhares municípios brasileiros que ninguém sabe que existe, a não ser seus moradores, até que em 1977 um estranho fenômeno começou a ocorrer na cidade e nas regiões vizinhas: estranhas bolas de luz começaram a surgir no céu e atacar os moradores!
 
Primeiramente foi um, depois outro, até que mais de uma centena de pessoas já tinha sido atacados pelos “chupa-chupa” - apelido dado pelos ribeirinhos. Os “chupa-chupa” emitiam raios de luz contra as vítimas, semelhantes a emissões de laser, através dos quais extraíam sangue. Esses ataques feriam as pessoas e pelos menos 4 mortes foram registradas em decorrência desses ataques.
 
As pessoas começaram a reagir e atiravam contra as luzes ou atiravam foguetes na esperança de afugentá-las.
 
É claro que o pânico começou a tomar conta do lugar de uma tal maneira que as Forças Armadas tiveram de se deslocar até lá para acalmar a população.
 

A Ida dos Militares

 
Os militares primeiramente não queriam ir até Colares-PA, pois segundo eles:
 
"No litoral paraense vive uma população subnutrida, de reduzido grau de instrução, e sobretudo mística. As estórias que se contam, de fatos que se passam no meio dessa gente, seriam dignas de figurar em qualquer folclore. Em razão disso, não foi dada maior atenção ao fato".
 
Só que a coisa lá começou a ficar cada vez mais feia, e fez o prefeito de Vigia de Nazaré e de outras cidades vizinhas enviarem um novo ofício ao 1º Comando Aéreo Regional (I COMAR). Isso foi o estopim para o surgimento de uma operação especial que tinha como missão descobrir a natureza destes casos, acalmar e instruir a população local em relação a eles. Ela foi criada pelo Brigadeiro Protázio Lopes de Oliveira, na época comandante do destacamento, no começo do mês de setembro de 1977. Para compor a operação foram destacados 30 oficiais do Serviço de Inteligência  (a chamada Segunda Seção).
 
Durante os dois primeiros meses, nada de muito grave foi testemunhado pelos militares, que se concentravam em colher relatos e dar palestras para os moradores.
 
Mas a partir de novembro tudo mudou, os casos testemunhados pelos militares aumentaram em quantidade e na qualidade da experiência. Nesta fase, já sob chefia do então Capitão Uyrangê Hollanda, ocorreram os mais impressionantes casos envolvendo os militares da Operação Prato.
 
Capitão Hollanda dizia que apesar de crer na possibilidade de vida extraterrestre não acreditava ser esse o caso dos registros visuais em Colares, contudo mudou radicalmente a sua opinião durante o tempo em que esteve na região, pois teria visto, filmado e fotografado OVNIS sobrevoando a cidade, próximo aos locais onde o pessoal de sua equipe estava instalado.
 
Muitos outros militares relataram ter vistos estranhas bolas de luz e grandes naves. A missão estava tendo êxito.
 
No mês de dezembro de 1977 a missão foi abruptamente finalizada. Os militares voltaram para Belém e todo material resultante da Operação foi inicialmente guardada no 1º COMAR e depois transferido para Brasília onde possivelmente está até hoje.
 
 
Imagens do Caso
 

Encerramento da Missão

 
Fazia quatro meses que a missão estava em operação em Colares-PA. Os resultados estavam sendo incríveis, pois a população tinha se acalmado, estavam registrando centenas de relatos, feitos vários avistamentos, tirando vários fotos e realizando vários registros em vídeo quando subitamente a operação foi encerrada!
 
Mas por que será que isso aconteceu? Por que encerrar a missão justamente quando ela estava no auge? Essa pergunta intriga os ufólogos até hoje, que dizem que tem algo errado.
 
Ademar Gevaerd, editor da revista UFO tem sua teoria. Ele diz que partindo de fonte que ainda terá que ser mantida anônima, mas é de enorme relevância no meio militar brasileiro, que a Operação Prato não foi encerrada, mas sim recebeu outro formato, muito mais secreto e técnico, e passou, já com outro nome, a contar com a participação decisiva e intensa de militares norte-americanos. Se antes eles apenas sondavam e se mostravam curiosos com os resultados daquela missão militar até seu encerramento formal, depois passaram a dar as cartas na sua fase seguinte.
 
“Naquela época, os militares norte-americanos estavam por todos os lados. Estávamos em plena Ditadura e eles mandavam e desmandavam aqui”, revelou a mesma fonte. “Sem os norte-americanos, nós não tínhamos sequer combustível e pneus para nossas aeronaves. Então, é claro que cedemos e demos a eles acesso completo a tudo o que se apurou sobre UFOs e ETs na Amazônia”, continuou nossa fonte. “E eles tomaram conta”, finalizou.
 
 

A Bombástica Entrevista do Capitão Hollanda para a Revista UFO

 
Passou-se anos e anos do encerramento da missão e a Aeronáutica continuava negando que tinha ocorrido uma Operação Prato com o objetivo de contatar e registrar os OVNIs. Só que em 1987 a revista Ufologia Nacional & Internacional, precursora da Revista UFO, recebeu páginas e páginas de documentos oficiais da Operação Prato de fontes sigilosas. Pra piorar as coisas para a Aeronáutica, o Capitão da missão na época, Uyrangê Hollanda, dá uma bombástica entrevista contando tudo que sabia.
 
Em 1997, o militar procurou este Ademar J. Gevaerd, editor da famosa revista UFO de livre e espontânea vontade e confirmou para ele que existiam calhamaços de documentos, fotos e vídeos do caso, e que tudo estava em posse da Aeronáutica. Esses documentos se dividiriam em mais de 500 fotografias de discos voadores e sondas ufológicas, cerca de 16 horas de filmes em formato super 8 mm e 16 mm e centenas de depoimentos de testemunhas e vítimas, totalizando cerca de 2.000 páginas. Essa informação foi posteriormente confirmada, em 2008, pelo brigadeiro José Carlos Pereira, ex-comandante do Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (Comdabra) e homem de destaque no meio militar brasileiro, que ainda atestou a idoneidade de Hollanda.
 
 

O Contato Imediato do Capitão Hollanda

 
O Coronel Hollanda contou a Ademar Gevaerd que o contato ocorreu no início da segunda quinzena de dezembro de 1977, quando a Operação Prato já tinha todos os registros documentais citados acima. O próprio Hollanda estava com um de seus comandados em uma pequena embarcação de alumínio no Rio Guajará-Mirim, que banha um dos lados da ilha de Colares, quando ambos avistaram um UFO cilíndrico de cerca de 100 m de comprimento. Emitindo um chiado, o objeto praticamente pousou em posição vertical sobre a margem oposta do rio. Uma pequena porta abriu em sua parte superior e através dela uma criatura saiu do aparelho. Vestida com macacão inteiriço e capacete como o de um motoqueiro, ambos brancos, o ser desceu flutuando e se colocou praticamente na frente dos homens, atônitos. “Parecia que aquela criatura queria que o víssemos e soubéssemos que ele sabia de nossas atividades no local”, disse Hollanda à Revista UFO.
 
O militar, seu companheiro e o extraterrestre ficaram se encarando sem falar uma só palavra. então o ET resolveu ir embora e encerrou-se o contato.
 
Hollanda disse que foi no outro dia reportar os fatos ao seu superior no I COMAR, o major-brigadeiro-do-ar Protásio Lopes de Oliveira, só que ele não esperava o que iria acontecer. Oliveira tomou um enorme susto e pediu a seu comandado que voltasse no dia seguinte, quando receberia novas ordens. No outro dia, Hollanda foi surpreendido com sua determinação para encerrar sumária e imediatamente as atividades. 
Era para ele juntar seus homens em Colares e retirar-se de lá. Além disso recebeu ordens também para entregar ao seu superior toda a documentação obtida nos quatro meses de operações.
 

Depressão e Suicídio

 
Uyrangê Bolívar Hollanda Lima foi encontrado morto em sua casa na Região dos Lagos no Rio de Janeiro em 2 de Outubro de 1997, ou seja, dois meses após sua entrevista para a revista UFO.
 
Ufólogos que ficaram amigos do militar afirmam que Uyrangê passava por uma profunda depressão devido a experiência que sofreu com os fatos ocorridos e portanto cometeu suicídio, enquanto uma outra corrente de ufólogos afirma não acreditar que Uyrangê tenha cometido suicídio, lançando suspeitas sobre uma conspiração de assassinato.