A família atormentada pelo sobrenatural em RS

24/09/2014 14:30

“Jogavam pedras na casa, como uma chuva. A gente chamava a polícia. Ela vinha, olhava por tudo e não enxergava nada. A casa toda fechada e enchia de pedra dentro. Depois que acalmou um pouco as pedras, começou a virar os roupeiros”, relata o casal que prefere não ser identificado.”

Detalhes das pedras que caem sobre a casa.

Pedra sobre o telhado de brasilite da casa, que não furavam, apesar da fragilidade.

Morador segura pedra que acabara de cair dentro da casa, mesmo com as portas e janelas fechadas.

A família foi amparada por vizinhos que chegaram a levar a família para outros locais, como um colégio. No entanto, os acontecimentos teriam voltado a ocorrer. "Todo mundo está com receio. Deu para ver vários fenômenos, como pedras aparecendo sem ninguém jogar e objetos dentro de casa se movendo sem ninguém tocar. Utensílios domésticos saíram de um lugar para o outro. A gente procurou socorrer a família de várias maneiras, levando para um colégio aqui perto. O fenômeno acabou acontecendo lá também'' , explica o agricultor Valdir Antônio Marquioro, que vive perto da casa onde ocorriam os episódios.

Sabendo do caso, um produtor de vídeos visitou a casa e filmou o fenômeno. Uma pedra caiu dentro da casa com tudo fechado enquanto ele filmava. Vendo a angustia da família, o produtor chamou um médium para exorcizar a filha mais velha, de 15 anos, que começou a apresentar um comportamento estranho. O exorcismo foi filmado e a menina diz que é o demônio quando questionada pelo médium.

"Um dia, o espírito levou ela para cima da casa, jogou ela para baixo e quebrou a telha", relata a mãe.

O médium Nelson Júnior Paz exorcizou a garota.

O exorcismo não deu certo e os fenômenos não pararam na casa. Então eles tomaram uma medida drástica: demoliram a casa! Isso mesmo, mandaram demolir tudo! Mas devo dizer que infelizmente isso não vai resolver os problemas. Pelo que já estudei, esses casos são causados por um adolescente, no caso a filha mais velha, de 15 anos. Ela está causando o fenômeno. Como vocês leram acima, a família foi levada para uma outra casa pelos vizinhos e lá o fenômeno ocorreu também.

A casa onde os fenômenos ocorriam na zona rural de Caiçara-RS, antes e depois.

Pesquisadores do paranormal começaram a perceber algumas coisas estranhas em relação à esse tipo de atividade:

A. Embora a atividade fosse intensa e parecesse que uma entidade estivesse causando tudo, essa "entidade" nunca era vista;
B. Diferente da assombração tradicional, o fenômeno era sempre temporário, durando apenas alguns dias ou poucos meses;
C. O Fenômeno parecia centrar-se em um indivíduo específico, chamado de "agente";
D. Na maioria dos casos, o "agente" era uma garota adolescente.

Como a Ana descreveu em sua matéria sobre Poltergeist, garotas passam por mudanças hormonais extremas durante a adolescência e por isso gastam muita energia emocional. Toda essa turbulência física e emocional parece facilitar um outro fenômeno psíquico: a telecinese (capacidade de controlar diretamente o ambiente com o pensamento), que pode ser uma capacidade humana reprimida. Sendo assim, essas adolescentes estariam lançando, inconscientemente, rajadas de energia telecinética no ambiente, liberando suas frustrações, medos e anseios contidos. Elas mesmas podem nem perceber que estão causando isso tudo, e passado o período dessas mudanças hormonais, tudo voltaria ao normal. Outra possibilidade seria que uma certa entidade "usasse" dessa energia em excesso da garota para gerar tais fenômenos, e quando essa energia acabava (passava o pico hormonal), a entidade ficaria igualmente sem força e a atividade cessaria.

A família está sendo atendida pela assistência social do município de Caiçara-RS, e a Federação Espírita do Rio Grande do Sul acompanha o caso.

Outra coisa que aconteceu após a demolição da casa foi que a Federação Espírita do Rio Grande do Sul disse que prestaria assistência à família. No entanto, a família conta que, até o momento, não foi procurada por ninguém.

Segue notícia completa publicada no G1:

Após ter a casa demolida por conta de supostos fenômenos incomuns, os pais da menina que passou por um ritual de exorcismo em um município da Região Norte do Rio Grande do Sul seguem em busca de ajuda espiritual para a filha de 11 anos. Há três dias, a garota voltou a apresentar um comportamento estranho durante a madrugada, diz a mãe da menina. 
Conforme o relato da mãe, que prefere não ser identificada, o incidente teria ocorrido no domingo (8). A menina contorcia o corpo e mudava o tom de voz. “Faz três dias que aconteceu de novo. Foi de noite aqui em casa. Aí a gente rezou e foi passando. Depois não deu mais nada. Pelo menos lá na outra casa acontecia de tudo, era muito pior. Agora é só com ela mesmo”, relatou a mulher, que prefere não ser identificada.
A casa onde a família vivia foi demolida há cerca de uma semana por conta dos fenômenos. A residência ficava na zona rural de um município no Norte do estado, cujo nome também não foi revelado a pedido dos moradores. Além da mulher, moravam no local o marido dela e os três filhos, um menino de oito anos e duas meninas, de 11 e 15 anos.
Vizinhos, policiais e pesquisadores dizem que presenciaram acontecimentos estranhos na casa, como pedras caindo no telhado e dentro de casa, móveis e objetos se movendo e barulho de socos nas paredes. Além disso, uma das filhas do casal apresentava um comportamento considerado anormal. Por medo, a família decidiu abandonar o local, mas antes de ir embora a menina passou por um exorcismo. 
A mãe afirma que chegou a ir a uma curandeira na cidade, que a orientou a procurar um centro espírita que pudesse ajudar a menina. No domingo (8), em entrevista ao Teledomingo, da RBS TV, a Federação Espírita do Rio Grande do Sul disse que prestaria assistência à família. No entanto, a família conta que, até o momento, não foi procurada por ninguém.
“A gente quer resolver isso, tirar esse espírito dela de uma vez. Fomos a uma curandeira. Ela falou que a gente precisava procurar um centro espírita, mas aqui na região não tem nenhum. Ninguém dessa federação aí veio ajudar. Não sabemos mais o que fazer. Prometeram na TV e não vieram. E a prefeitura diz que não pode fazer mais nada porque já está pagando nosso aluguel na casa nova”, diz a mulher.
Ao G1, a Federação Espírita disse que está acompanhando o caso de uma “maneira diferente” e que não concederá novas entrevistas.
Enquanto não for um parapsicólogo investigar o caso, a família vai sofrer. Ou a família pode esperar, pois os fenômenos costumam sumir em alguns meses.

Fonte: Assombrado