Incompreensível : A Cruz de Ankh egípcia é encontrada no México

29/07/2016 11:34
 
 
Em Calixtlahuaca (sítio arqueologico), perto da cidade de Toluca, existe um dos objetos mais misteriosos descobertos no México. O monumento número 4, "Cross Altar" (Cruz do Altar) ou tambem conhecida como Tzompantli, compartilha uma incrível semelhança com a Cruz de Ankh no Egito antigo.
 
A famosa Cruz de Ankh também conhecida como chave da vida era o caráter jeroglífico egípcio que se lê a "vida". Ela realmente representa o conceito de vida eterna, que é de acordo com os historiadores o significado geral do símbolo. É um dos símbolos egípcios antigos mais importantes e ainda um dos mais misteriosos, já que a origem do símbolo permanece ainda hoje um mistério para egiptólogos, pois existem varias hipoteses mas nenhuma é 100% aceita. O símbolo aparece frequentemente em pinturas, em tumbas egípcias, e outras artes, muitas vezes ao alcance de um deus ou deusa em imagens que representam as divindades da vida após a morte. Um símbolo semelhante ao Ankh aparece freqüentemente em locais micênicos ..
 
Monumento 4, "Cross Altar" ou "Tzompantli". A Cruz Ankh encontrado no México
 
Mas o que o símbolo Ankh faz no México? O sítio arqueológico de Calixtlahuaca está localizado a cerca de 2.500 metros e há vários monumentos presentes no local. Um deles é o Tzompantli, que é um tipo de armação de madeira documentada em várias civilizações mesoamericanas. Foi utilizado para a exibição pública de crânios humanos, tipicamente de prisioneiros de guerra ou outras vítimas sacrificiais. É uma construção de andaime em que cabeças e crânios foram colocados em espaços e buracos .
 
No caso do "Tzompantli" presente no sítio arqueologico de Calixtlahuaca é um monumento em forma de cruz decorado com varios crânios. Existia crânios esculpidos em pedra incorporados ao redor da estrutura, porem com o passar do tempo muitas cabeças perderam a forma original. Mas o que torna esta construção tão misteriosa é que ela lembra o símbolo egípcio de Ankh. 
 
 
De acordo com Rich Cassaro, "Os astecas e os egípcios foram civilizações paralelas em muitos aspectos, apesar de terem evoluído em lados opostos do Oceano Atlântico. Ambas as culturas construíram pirâmides, em ambas o simbolismo solar foi usado, e ambas acreditavam na vida após a morte, preparando seus mortos para uma viagem de "vida após a morte" através de uma cerimônia elaborada e altamente ritualística."
 
Monumento 3 
 
A semelhança entre algumas estruturas encontradas em Calixtlahuaca quando comparadas a alguns símbolos e estruturas do Egito é bastante interessante.
 
Ambas estas culturas usaram de forma similar a cruz "Tau". Os antigos egipcios usaram á cruz que tem um loop em cima dela como você pode já ter reparado em varias ilustrações. Antigos astecas e maias utilizaram um simbolismo semelhante na sua cruz, que, aparentemente, vem da cruz de "Tau", sem o laço que os antigos egípcios usavam. É por isso que a "Cruz Ankh" encontrada no México é realmente tão interessante. Por que os astecas deliberadamente desviaram da sua utilização convencional da cruz de "Tau" e á modificaram como fizeram no sítio arqueologico de Calixtlahuaca adicionando um loop, assim como os egípcios. Para os egípcios o símbolo Ankh era um glifo muito importante que foi ligado à vida após a morte. Os antigos egípcios eram extremamente espirituais e acreditavam firmemente que uma pessoa continuaria a viver em vida após a morte. É por isso que a Cruz Ankh era tão importante para eles. Na América Central, temos uma história semelhante quando falamos sobre os maias e astecas, em como eles acreditavam que uma pessoa iria continuar a viver na vida após a morte.
 
Cruz "Tau" Asteca também chamada de Árvore da Vida, no Museu de Antropologia na Cidade do México
 
Símbolo Ankh egípcio 
 
Há muitos monumentos em Calixtlahuaca que não foram escavados, no entanto, há muito trabalho a ser feito no sítio, e os arqueólogos estão esperando para descobrir mais informações sobre este antigo complexo e seus habitantes.