A Cabeça de Pedra da Guatemala que a história quer esquecer

01/10/2016 11:37
 
 
 
Há mais de meio século, nas profundezas das selvas da Guatemala, uma gigantesca cabeça de pedra foi descoberta.  A face possuía traços finos, lábios finos e um grande nariz, e sua face estava voltada para o céu. A face mostrava traços caucasianos, os quais não são consistentes com qualquer tipo de raça pré-hispânica nas Américas.  A descoberta rapidamente atraiu a atenção, mas também rapidamente caiu nas páginas esquecidas da história.
 
Notícias da descoberta primeiramente emergiram quando o Dr. Oscar Rafael Padilla Lara, um doutor em filosofia, advogado e notário púbico, recebeu uma foto da cabeça em 1987, junto com uma descrição de que a foto havia sido tirada na década de 1950 pelos proprietários da terra onde a cabeça foi encontrada, e que ela estava localizada em “algum lugar na selva da Guatemala”.
 
 
A foto e a história foram publicadas num pequeno artigo numa periódico chamado ‘Ancient Skies‘, que foi lido pelo então conhecido explorador e escritor David Hatcher Childress, o qual procurou descobrir mais a respeito da misteriosa cabeça.  Ele encontrou o Dr. Padilla, o qual reportou ter encontrado os proprietários da terra, a família Biener, onde o monólito havia sido encontrado.  O local ficava a 10 quilômetros de um pequeno vilarejo em La Democracia, no sul da Guatelama.
 
 
 
Porém, o Dr. Padilla disse que ficou desesperado quando chegou ao local e descobriu que o sítio arqueológico havia sido destruído: “Ele foi destruído por revolucionários há aproximadamente 10 anos.  Tínhamos localizado a estátua tarde demais.  Ela foi usada para prática de tiro ao alvo pelos rebeldes anti-governo.  Isto desconfigurou a estátua, bem como a Esfinge Egípcia perdeu seu nariz pelos turcos, só que de forma pior”, disse ele.  Os olhos, nariz e boca haviam desaparecido por completo.  Padilla foi capaz de medir a altura como tendo entre 4 a 6 metros, com a cabeça acima de um grosso pescoço. Padilla não retornou ao local, devido aos ataques armados entre as forças governamentais e os rebeldes na região.
 
 
A destruição da cabeça significou que a história teve uma morte rápida, até que foi visitada novamente alguns anos atrás pelos produtores do “Revelations of the Mayans 2012 and Beyond” (Revelações dos Maias 2012 e Além), os quais usaram as fotos para alegar que extraterrestres tinham contato com civilizações do passado. O produtor publicou um documento escrito pelo arqueólogo guatemalteco, Hector E. Majia, o qual escreveu: “Certifico que este monumento não apresenta nenhuma característica dos Maias, Nahuatl, Olmec, e nem qualquer outra civilização pré-hispânica.  Ela foi criada por uma civilização extraordinária e superior, com um conhecimento extraordinária da qual não há registro neste planeta”. 
 
Contudo, longe de ajudar a causa e a investigação do monólito, esta publicação somente serviu para ter um efeito oposto, jogando toda a história nas mãos de uma audiência jusficadamente cética, a qual pensou que isto se tratava somente de um golpe de publicidade.  Até mesmo a própria carta foi duvidada, com algumas pessoas dizendo que não era genuína.
 
 
Mesmo assim, parece que a cabeça gigante realmente existiu e não há evidência que sugira o fato da foto original não ter sido autêntica, ou de que o relato do Dr. Padilla tenha sido falso.  Assim, presumindo-se que tenha sido real, as questões permanecem: De onde ela veio? Quem a fez?  Por que foi feita?
 
A região onde a cabeça de pedra teria sido encontrada, La Democracia, já é famosa por suas cabeças de pedra, as quais, como outras cabeças encontradas na selva, também estão voltadas para o céu.  Sabe-se que estas foram criadas pela civilização Olmec, a qual floresceu entre 1400 a 400 A.C.  A terra dos Olmecs ficava nas terras baixas do Golfo do México; porém os artefatos, monumentos, iconografia e desenhos do estilo Olmec têm sido encontrado em sítios a centenas de quilômetros fora do coração Olmec, inclusive em La Democracia.
 
Todavia, a cabeça de pedra mostrada na foto dos anos 50 não compartilha as mesmas características ou estilo das cabeças Olmec.  O falecido Phillip Coppens, autor belga, comentarista de rádio e TV sobre assuntos da história alternativa, levantou a questão da cabeça “ser uma anomalia do período Olmec, ou se é parte de outra cultura – desconhecida – que ocorreu antes ou depois dos Olmecs, e que a cabeça Padilla tenha sido o único artefato identificado até agora”.
 
Outras questões têm sido postuladas, inclusive se a estrutura foi somente uma cabeça, ou se havia um corpo abaixo dela, como as estátuas da Ilha de Páscoa, e se a cabeça de pedra está conectada a qualquer outra estrutura da região.  Seria interessante saber as respostas destas questões, mas infelizmente parece que a publicidade ao redor do filme “Revelations of the Mayans 2012 and Beyond” somente serviu para enterrar a história mais profundamente.  Talvez um ambicioso explorador irá dar continuidade à história e investigar mais profundamente para descobrir a verdade deste enigmático monumento.
 

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