A Batalha de Los Angeles

16/10/2016 18:08

 

 

Os EUA na 2ª Guerra Mundial

 
Depois que a temível Armada Imperial Japonesa proporcionou um golpe avassalador naquele 7 de dezembro de 1941 em Pearl Harbor, os Estados Unidos entrou com tudo na guerra do Pacífico. A costa leste da nação americana era considerada a mais suscetível a uma invasão do Japão e foi necessário estabelecer rapidamente uma defesa antiaérea sólida e fornecer aos cidadãos, procedimentos que pudessem seguir em caso de um ataque.
 
Os procedimentos incluíam o estabelecimento de uma Guarda de Vigilância Antiaérea e também o emprego de apagões, os quais eram utilizados naquele tempo pelo Teatro de Operações da Europa.
 

A Batalha de Los Angeles

 
Aproximadamente às 2:25 a.m. de 25 de fevereiro de 1942, as sirenes antiaéreas foram ativadas pelos militares em Los Angeles. A Califórnia foi sendo sistematicamente apagada e as pessoas pularam de suas camas em pânico. Milhares de soldados dirigiram-se imediatamente aos seus respectivos postos.
 
Algo havia sido avistado nos céus se aproximando da cidade e a possibilidade de um ataque inimigo em seu próprio território parecia uma possibilidade bastante real para uma nação agora em guerra. Sem saber o que se aproximava à cidade, a 37ª Brigada de Artilharia Costeira começou a disparar suas armas antiaéreas contra o objetivo. O alarme antiaéreo foi desativado às 7:21 a.m.
 
É estranho o fato de que aviões do Comando Aéreo foram preparados para a missão de interceptação e combate aéreo durante a dramática experiência, e no entanto a ordem de ataque nunca foi dada. Parece óbvio que o "inimigo" que passeava pelo firmamento noturno de Los Angeles não era uma aeronave japonesa nem um avião comercial dos EUA.
 
Milhares de testemunhas do incidente descreveram à nave inimiga como um objeto grande que permaneceu imóvel sobre a cidade enquanto o exército norte-americano disparava com tudo o que tinha. Pouco depois este misterioso objeto (ou objetos?), sem arranhão algum, começou a se deslocar lentamente para Santa Monica e Long Beach para desaparecer da vista por completo depois.
 
Saldo final: soube-se que três pessoas haviam morrido por causa dos fragmentos de munições produzidos pela artilharia antiaérea e que outros três faleceram de ataque cardíaco por causa do pânico provocado. Além da perda de civis, outro dano colateral foi a numerosa destruição de casas e estabelecimentos comerciais.
 

Jornais Repercutem o Caso

 
 
Na manhã seguinte, dia 26 de fevereiro, o jornal Los Angeles Times trazia a matéria:
 
O Exército diz que o Alarme foi Real
 
Ofuscando um turbilhão de âmbito nacional de rumores e relatos conflitantes, O Comando Ocidental de Defesa do Exército insistiu que o apagão em Los Angeles de manhã cedo e a ação antiaeronaves foram o resultado de aviões não identificados avistados sobre a área da praia. Em duas declarações oficiais, emitidas enquanto o Secretário da Marinha Knox estava em Washington atribuindo a atividade a um alarme falso e "nervos agitados", o comando em San Francisco confirmou e reconfirmou a presença na região sul da cidade de aviões não identificados. Retransmitida pelo escritório setor sul da Califórnia em Pasadena, a segunda declaração dizia: "A aeronave que causou o apagão no Área de Los Angeles por várias horas esta manhã não foi identificada.
 

Testemunhas Oculares

 
Um veterano da Segunda Guerra Mundial, conhecido como H.C., há poucos anos declarou:
 
"Sou um veterano da II Guerra Mundial. Gostaria de notificar-lhes que fui uma das muitas testemunhas do evento acontecido naquele fevereiro de 1942. Eu tinha 14 anos na época, e vivia na zona de Adams e Crenshaw de Los Angeles. Minha família observou o episódio inteiro através da janela panorâmica de minha casa, cuja vista dava justamente para o oeste. As sirenes antiaéreas nos acordaram às 2 a.m.
 
Houve um momento de silêncio depois disso, e ato seguido, começaram a se ouvir as explosões do fogo antiaéreo. O céu do noroeste estava iluminado com explosões e as luzes dos refletores. A ação movia-se para o sul seguindo a linha costeira. Lembro claramente como as luzes dos refletores convergiam na parte inferior de objetos estranhos que davam a impressão de voar em formação.
 
Pareciam estar alheios e de serem completamente imunes aos mísseis que explodiam ao redor. Desde garoto me interessei pela aviação, e ainda sigo interessado, mas devo admitir que era difícil discernir o que eram aqueles objetos devido ao assombro, a excitação e a especulação do momento. Surpreendeu-me muito ao descobrir dias depois, que apesar de tanta potência de fogo não foi encontrada evidência alguma de ter algo ter sido derrubado.
 
"Vivia em Virgínia Road, meia quadra ao sul de West Adams Boulevard e um quarto de milha ao sul do que agora é a estrada interestadual 10 de Santa Monica, cerca de 5.5 milhas ao sudeste do atual Centro Cívico de Los Angeles; e aproximadamente 10.5 milhas a leste da costa de Santa Monica. Como já disse, o avistamento foi levado a cabo em direção oeste através de uma enorme janela panorâmica que nos proporcionava uma vista sem obstruções.
 
Depois fomos para as janelas da cozinha e da varanda, que davam ao sul, para seguir observando a ação que se deslocou para aquele local. Logo, o acontecimento seguiu a linha costeira.
 
Puderam ter estado a dois, três ou até seis milhas de distância. Não me lembro desse detalhe com precisão já que passou muito tempo. Mas o que sim lembro bem são as luzes dos refletores convergindo na parte de abaixo daqueles objetos avermelhados voando em formação."
 
No entanto, outras testemunhas, como Scott Littleton, afirmam ter visto apenas um objeto:
 
"Fui testemunha ocular dos eventos ocorridos naquela madrugada inesquecível de Fevereiro de 1942. Naquele tempo eu tinha só 8 anos, e meus pais viviam na 2500 Strand em Hermosa Beach, na praia. Por tal motivo, tínhamos assentos de primeira fila para o avistamento. 
 
Quando meu pai saiu para cumprir seu dever como guardião na vigilância antiaérea, minha mãe e eu vimos um objeto brilhante que foi apontado tanto por refletores desde Palos Verdes como de Malibu/Pacifico/Palisades e rodeado pelas explosões do ineficiente armamento do exército, enquanto o mesmo se deslocava lentamente sobre a costa do noroeste para o sudeste. Dirigiu-se à terra sobre Redondo Beach, umas duas milhas ao sul do nosso ponto de vista, e eventualmente desapareceu para o este das colinas de Palos Verdes, que hoje se conhece como Rancho Palos Verdes. 
 
O incidente em sua totalidade durou, ao menos desde nossa perspetiva, cerca de meia hora, embora não tenhamos tomado nota do tempo. Do mesmo modo que outras crianças da comunidade, passei a manhã seguinte recolhendo peças de estilhaços na praia; de fato, a gente se pergunta como é possível que tão pouca gente fosse ferida por aquela coisa. Não lembro de ter visto alguma formação discernível, só uma pequena bola de luz brilhante em forma de "losango" ( o termo "disco voador" ainda não havia sido adotado. NDT.). Só vimos um objeto, não vários como reportaram mais tarde algumas testemunhas. 
 
Naquela época, estávamos convencidos de que se tratava de um avião japonês de reconhecimento e que Los Angeles era um sério candidato a receber um ataque via aérea. Cabe destacar que isso passou menos de três meses após o ataque a Pearl Harbor. Mas nada daquilo foi o que aconteceu. Depois da guerra todos esperávamos que 'eles', os militares, dissessem-nos o que foi que realmente vimos ali acima... Mas até agora, também não o fizeram..." 
 

Conclusão

 
A Batalha de Los Angeles ocorreu em um tempo em que sequer existiam as expressões disco voador ou objeto voador não identificado, em 25 de fevereiro de 1942 em Los Angeles, nos EUA. Um objeto se moveu lentamente pela cidade e foi alvejado durante mais de uma hora por mais de 1400 misseis antiaéreos, sem que nenhum deles causasse o menor dano nele.
 
O que era aquele objeto? Seria mesmo um balão como afirma o exército americano até hoje? Se for, o exército pecou por incompetência ao não poder derrubam um balão que permaneceu estacionado durante uma hora sobre o céu de Los Angeles.